Polícia no Ceará captura El Cid, suspeito de planejar sequestro de Sergio Moro e atentados contra outras autoridades do PCC

Polícia no Ceará captura El Cid, suspeito de planejar sequestro de Sergio Moro e atentados contra outras autoridades do PCC

Resumo

El Cid, braço do PCC apontado como planejador de sequestro de Moro, é preso no Ceará após meses foragido

Uma operação policial no Ceará resultou na prisão de Sidney Rodrigo Aparecido Piovesan, conhecido como El Cid. Ele é considerado pela polícia um criminoso de alta periculosidade, suspeito de integrar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e de ter planejado o sequestro do senador Sergio Moro em 2023.

A captura de El Cid ocorreu em Eusébio, na Grande Fortaleza, após meses de investigação e fuga. O suspeito utilizava documentos falsos para se manter escondido no estado, driblando a Justiça paulista, que possuía dois mandados de prisão em aberto contra ele: um por homicídio e outro por regressão cautelar por associação ao tráfico.

Conforme informações divulgadas pela polícia cearense, a prisão foi possível após a detenção da esposa de El Cid em Iguatu, no centro-sul do Ceará. Ela foi abordada pela Polícia Rodoviária Estadual enquanto se dirigia a São Paulo e apresentou um documento falso, o que levou à sua prisão e, posteriormente, à localização do foragido. A notícia da prisão foi recebida com alívio por Sergio Moro, que declarou: “Mais um que se vai. Ótimo. Os criminosos sabem quem, na magistratura ou no ministério, trabalhou duro contra eles.”

Chefe de célula terrorista do PCC e alvo de outras autoridades

O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT-CE), parabenizou a polícia pela captura, classificando El Cid como “um dos bandidos mais perigosos do país” e “chefe da célula terrorista do PCC”. Ele destacou que, apesar de ter fugido de uma penitenciária paulista e buscado refúgio no Ceará, o criminoso “não teve vida fácil” e foi capturado pelas forças de segurança locais.

El Cid responde a crimes graves, incluindo tráfico de drogas, roubo e associação para o tráfico. Além disso, é acusado de participar de uma tentativa de assassinato contra cinco policiais militares em São Paulo, em março de 2014. A inteligência policial aponta que ele ocupava uma posição central na facção, sendo responsável pela organização, financiamento e planejamento de ações criminosas.

Planejamento de ataques contra Moro e promotor paulista

As investigações indicam que El Cid era peça-chave no planejamento de sequestros e atentados. A articulação para atacar Sergio Moro e sua família teria se iniciado em setembro de 2022. Outro alvo importante sob a mira do criminoso seria o promotor Lincoln Gakiya, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo, conhecido por sua atuação firme contra o crime organizado.

A polícia localizou El Cid nas proximidades de um condomínio de luxo em Eusébio, a mais de 300 quilômetros de onde sua esposa foi presa. A ação demonstra a capacidade de mobilização e inteligência das forças de segurança do Ceará em desarticular grupos criminosos com atuação em nível nacional.

Repercussão e próximos passos da investigação

A prisão de El Cid representa um duro golpe contra a estrutura do PCC e suas ramificações. Sergio Moro expressou sua satisfação e reafirmou seu compromisso em continuar agindo contra o crime organizado, tanto no Senado quanto em futuras aspirações políticas no Paraná. A Polícia Federal deve assumir os trâmites legais e o interrogatório do preso, buscando desvendar toda a extensão de suas atividades criminosas e de seus cúmplices.

O caso reforça a importância da cooperação entre as diferentes forças de segurança do país no combate à criminalidade organizada. A captura de figuras proeminentes como El Cid é fundamental para desmantelar planos que visam desestabilizar instituições e ameaçar a segurança de autoridades públicas.

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