PSD Reage no STF e Defende Presidente do TJRJ Contra Ameaça da Alerj de Assumir Governo do RJ

Resumo

PSD contesta Alerj no STF e busca manter presidente do TJRJ no comando do governo do Rio de Janeiro.

O Partido Social Democrático (PSD) entrou com um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para que o atual presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto, continue à frente do governo estadual. A ação surge como resposta a um movimento da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), que solicitou ao STF que o novo presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL), assuma o Executivo.

A intervenção do PSD visa garantir a neutralidade e a paridade de armas em uma eventual eleição suplementar. O partido argumenta que a permanência de Ricardo Couto é crucial para a estabilidade institucional neste momento delicado.

A crise política no Rio de Janeiro se aprofunda com essa disputa. O PSD alega que qualquer mudança na chefia do governo de transição neste instante poderia agravar a instabilidade e que a Alerj não teria competência para intervir no processo sucessório. O partido se baseia na rejeição anterior do ministro Luiz Fux a um pedido semelhante feito pelo PL.

Decisão do STF e o Futuro do Governo Fluminense

Ainda não há uma definição sobre como será escolhido o novo governador do Rio de Janeiro. O ministro do STF, Luiz Fux, está analisando o caso, e o ministro Flávio Dino pediu vista para aguardar a publicação de um acórdão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Essa publicação se refere ao processo que declarou o ex-governador Cláudio Castro inelegível, mas a cassação de seu mandato perdeu o efeito devido à sua renúncia.

PDT Busca Anular Eleição na Alerj e Questiona Votação Aberta

Em uma frente paralela, o Partido Democrático Trabalhista (PDT) tenta anular a eleição de Douglas Ruas para a presidência da Alerj. O partido contesta o formato da votação, que foi aberta, e defende a realização de um novo pleito com voto secreto. O PDT argumenta que a votação aberta pode expor parlamentares a retaliações por terem votado contra o atual presidente da Alerj, que, pela linha sucessória, pode assumir o governo estadual.

Contexto da Crise Política no Rio de Janeiro

A atual instabilidade no Rio de Janeiro teve início em maio de 2025, com a saída do então vice-governador Thiago Pampolha. Posteriormente, o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, foi afastado sob suspeita de envolvimento com o Comando Vermelho. Com essas movimentações, Cláudio Castro permaneceu no cargo sem uma linha sucessória clara. A renúncia de Castro, em meio ao julgamento no TSE e sua intenção de concorrer ao Senado, deflagrou o vácuo de poder que levou o presidente do TJRJ a assumir interinamente o governo.

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