Ramiro Valdés, pilar da Revolução Cubana e fiel aliado de Fidel e Díaz-Canel, morre aos 94 anos em Havana

Ramiro Valdés, pilar da Revolução Cubana e fiel aliado de Fidel e Díaz-Canel, morre aos 94 anos em Havana

Resumo

Morre Ramiro Valdés, um dos últimos gigantes da Revolução Cubana aos 94 anos

Aos 94 anos, Ramiro Valdés Menéndez, figura proeminente e um dos líderes históricos da Revolução Cubana, faleceu neste domingo (21) em Havana. A notícia de sua partida foi confirmada pelo atual ditador de Cuba, Miguel Díaz-Canel, que expressou profunda comoção pela perda.

Valdés era considerado um dos últimos representantes da chamada “geração histórica”, grupo que participou ativamente da revolta liderada por Fidel Castro e que culminou com a tomada do poder em 1959. Sua trajetória política e militar se confunde com a própria história recente de Cuba, marcada por sua lealdade e dedicação ao regime.

“A partida física do Comandante da Revolução, Ramiro Valdés Menéndez dói profundamente, como a de um pai. Era assim que eu queria e sempre respeitei”, declarou Díaz-Canel em suas redes sociais, ressaltando o legado de conselhos e a consagração exemplar de Valdés ao serviço da pátria cubana, conforme informação divulgada pelo próprio ditador.

Um protagonista dos momentos-chave da Revolução

Sempre presente em aparições públicas com seu característico uniforme militar, Ramiro Valdés dedicou os anos finais de sua vida a apoiar Miguel Díaz-Canel, o primeiro presidente cubano não pertencente à família Castro desde o triunfo da revolução. Essa lealdade demonstrava a importância de sua figura como elo entre as diferentes gerações de líderes cubanos.

Ao longo de décadas, Valdés ocupou posições de grande relevância no governo cubano, com destaque para sua atuação na área de segurança do Estado. Sua participação foi fundamental em episódios decisivos da insurgência contra o regime de Fulgencio Batista, pavimentando o caminho para a revolução.

Do ataque ao Moncada à Sierra Maestra

Entre os marcos de sua participação, destaca-se o ataque ao quartel Moncada, em 1953, evento considerado um dos pontapés iniciais do movimento revolucionário cubano. Esse ato corajoso, embora fracassado na época, inspirou muitos a seguirem o caminho da luta armada.

Valdés também integrou a histórica expedição do iate Granma, em 1956. Essa viagem trouxe Fidel Castro, Raúl Castro e outros combatentes de volta a Cuba, dando o pontapé para o início da guerrilha na Sierra Maestra. Nesse período, ele atuou lado a lado com figuras emblemáticas como Ernesto “Che” Guevara, fortalecendo ainda mais seu papel na revolução.

Legado de um Comandante da Revolução

A morte de Ramiro Valdés representa o fim de uma era para Cuba, marcando a partida de um dos últimos grandes líderes da revolução. Sua dedicação incansável e sua profunda influência na estrutura de poder cubana deixam um legado que continuará sendo debatido e lembrado na história da ilha caribenha.

A causa exata de seu falecimento não foi divulgada pelas autoridades cubanas, mas sua longa e ativa participação na política e nas forças armadas do país atestam uma vida inteiramente dedicada à causa revolucionária.

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