Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, rebate críticas e questiona o governo federal sobre casos de corrupção, enquanto defende o senador Flávio Bolsonaro no caso Dark Horse.
O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas, afirmou nesta quarta-feira (26) que o senador Flávio Bolsonaro já prestou os esclarecimentos necessários sobre o caso do filme Dark Horse. Segundo Tarcísio, caso não surjam novas evidências, Flávio não teria mais pendências sobre o assunto.
A declaração de Tarcísio ocorre cerca de três meses após ele mesmo ter dito que Flávio Bolsonaro deveria se explicar. As mensagens vazadas na época ligaram o senador ao empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, levantando questionamentos sobre o caso.
Em contrapartida, Tarcísio de Freitas aproveitou para direcionar as cobranças ao governo federal, citando escândalos de corrupção que teriam envolvido pessoas próximas ao presidente Lula, como o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola. As informações foram divulgadas pelo g1.
Tarcísio minimiza necessidade de novas explicações de Flávio Bolsonaro
Durante uma visita a um conjunto habitacional na zona sul de São Paulo, Tarcísio de Freitas comentou sobre o caso Dark Horse. “Acho que ele já deu explicações, se nenhum fato novo aparecer, acho que está tudo esclarecido”, declarou o governador, indicando que o senador cumpriu com sua obrigação de se explicar.
Essa fala contrasta com uma declaração anterior do próprio governador, onde ele sugeria a necessidade de Flávio Bolsonaro se pronunciar após a divulgação de mensagens que o conectavam ao empresário Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master. A situação gerou polêmica e demandou atenção pública.
Governador aponta escândalos de corrupção no governo federal
Em um movimento estratégico, Tarcísio de Freitas aproveitou o momento para criticar o governo federal. Ele mencionou “escândalos de corrupção que estão assolando o governo federal”, citando especificamente o envolvimento do ex-chefe de gabinete do presidente da República, Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola.
Tarcísio destacou que tais envolvimentos ocorreram “na antessala da Presidência da República”, ressaltando a gravidade das acusações e a proximidade dos envolvidos com o núcleo do poder federal. A menção a Marcola é um ponto chave na crítica do governador.
Investigações sobre Fávio Lula da Silva e ex-chefe de gabinete
O ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Ribeiro, é alvo de investigação pela Polícia Federal. As apurações buscam entender seu suposto envolvimento em um esquema que envolvia vantagens indevidas, como um empréstimo de R$ 250 mil, confirmado pelo próprio, e o recebimento de joias.
Paralelamente, a PF também investiga Fávio Luíz Lula da Silva, filho do presidente, em três inquéritos distintos. As investigações apontam para um suposto uso de sua influência para representar interesses particulares, como a tentativa de viabilizar um contrato entre uma empresa de canabidiol e o Ministério da Saúde. Esse negócio, que visava o fornecimento de medicamentos à base de canabidiol para o SUS, não chegou a ser concretizado.
Afastamento de Marcola da campanha
Após a publicação das suspeitas que recaíam sobre ele, o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Ribeiro pediu afastamento da campanha à reeleição do presidente Lula. A decisão foi tomada para evitar que as investigações prejudicassem a imagem da campanha presidencial em um momento crucial.
O caso do ex-chefe de gabinete e as investigações sobre Fávio Lula da Silva foram trazidos à tona por Tarcísio de Freitas como exemplos de problemas que assolam o governo federal, em contraste com a sua avaliação sobre o caso Dark Horse, que ele considera já esclarecido por Flávio Bolsonaro.