TCU arquiva investigação contra Nikolas Ferreira sobre uso de jatinho de dono do Banco Master em campanha eleitoral

TCU arquiva investigação contra Nikolas Ferreira sobre uso de jatinho de dono do Banco Master em campanha eleitoral

Resumo

TCU arquiva representação contra Nikolas Ferreira por uso de jatinho ligado a Daniel Vorcaro

O Tribunal de Contas da União (TCU) tomou a decisão de arquivar uma representação que investigava o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) sobre o uso de uma aeronave associada a Daniel Vorcaro, conhecido empresário e dono do Banco Master. A decisão, publicada pelo relator ministro Antonio Anastasia, não apontou evidências de que o parlamentar tenha utilizado verbas públicas em suas atividades.

A representação, que foi iniciada pelo Ministério Público, buscava apurar a origem dos recursos gastos em viagens aéreas realizadas por Nikolas Ferreira durante o segundo turno das eleições de 2022. Contudo, após análise, o TCU concluiu que não havia provas suficientes para justificar uma investigação sobre o eventual uso de dinheiro público ou a omissão de despesas eleitorais.

O processo foi remetido à Justiça Eleitoral, instância responsável por julgar questões relacionadas a financiamento de campanha. A argumentação do TCU baseia-se no fato de que os aspectos levantados na representação se referem ao financiamento e custeio de despesas de campanha eleitoral, competindo à Justiça Eleitoral a apuração e o julgamento da regularidade das contas. Essa informação foi divulgada pelo próprio TCU.

Viagens em questão ocorreram durante a campanha de 2022

O pedido de investigação teve origem em uma reportagem que indicava que o deputado Nikolas Ferreira teria utilizado um jato pertencente a uma empresa da qual Daniel Vorcaro era sócio. Essas viagens teriam ocorrido durante o período da campanha presidencial de 2022, quando o parlamentar atuou em apoio à candidatura do então presidente Jair Bolsonaro, percorrendo diversas regiões do país.

Em resposta às acusações, o deputado Nikolas Ferreira manifestou-se de forma irônica em suas redes sociais. Ele questionou a narrativa sobre o uso da aeronave, comparando-a a ter que prever atos futuros de terceiros, e exemplificou com a ideia de questionar um motorista de Uber sobre a intenção de cometer um crime. A assessoria do parlamentar também emitiu nota afirmando que não havia informações públicas que indicassem irregularidades ou justificassem questionamentos sobre o uso da aeronave.

TCU reitera ausência de indícios de irregularidade com verbas públicas

A decisão do TCU de arquivar a representação reforça a posição de que não foram encontrados indícios concretos de que recursos públicos tenham sido empregados nas viagens do deputado Nikolas Ferreira. A análise técnica do tribunal não identificou elementos que pudessem sustentar uma investigação sobre o uso indevido de verbas públicas ou a omissão de informações relevantes para a campanha eleitoral.

A diretriz do TCU é clara ao afirmar que questões relativas a financiamento de campanha e a forma como as despesas são custeadas são de competência exclusiva da Justiça Eleitoral. Portanto, o caso foi encaminhado para que os devidos procedimentos sejam tomados por aquele órgão, que possui as atribuições legais para julgar a matéria.

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