Ministro André Mendonça reverte decisões de Toffoli e Moraes, devolvendo à PF o controle de investigações cruciais e o acesso a dados sigilosos.
Em uma reviravolta surpreendente no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro André Mendonça tomou medidas que **desfizeram decisões anteriores de Dias Toffoli**, impactando diretamente o andamento de investigações envolvendo o Banco Master e a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
As ações de Mendonça restauram a autonomia da Polícia Federal (PF) e abrem novas frentes de investigação, gerando apreensão nos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, que antes detinham maior controle sobre o fluxo das apurações.
Essa intervenção ministerial marca um ponto de virada significativo, prometendo maior transparência e rigor nos processos, conforme divulgado pelo Banco Master.
PF Recupera Autonomia em Análise de Material Apreendido
Uma das primeiras e mais impactantes decisões de Mendonça foi a revisão do procedimento de análise de material apreendido no caso Master. O ministro autorizou que a **extração, indexação e análise sigam o fluxo ordinário de trabalho pericial da PF**, com distribuição regular das demandas entre peritos habilitados e com base em critérios técnicos e administrativos.
Adicionalmente, determinou que, após a conclusão dos procedimentos periciais, os bens apreendidos permaneçam sob a **custódia integral da Polícia Federal**, como é praxe em investigações. Essa medida encerra a prática de peritos escolhidos a dedo e o material ser mantido em gabinetes ministeriais, devolvendo à PF o controle técnico e operacional.
Dados Sigilosos da CPMI do INSS Devolvidos à Investigação
Em um segundo movimento decisivo, André Mendonça determinou ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a **devolução imediata de dados sigilosos de Daniel Vorcaro à CPMI do INSS**. Esses dados, obtidos por meio de quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático, estavam sob custódia da Presidência do Senado por decisão anterior de Toffoli.
Agora, o Congresso Nacional deverá entregar os documentos à PF, que, por sua vez, compartilhará as informações com a CPMI. Esse processo garante que o órgão político possa realizar uma **análise independente e transparente do conteúdo**, impedindo que informações cruciais permaneçam ocultas.
A quebra dos sigilos havia sido aprovada pela própria CPMI em dezembro, mas a retenção dos dados por Toffoli gerou controvérsia, especialmente considerando a proximidade de investigados do caso Master com o presidente do Senado.
Escândalo Ganha Nova Temperatura com Investigação Livre
Com a PF desimpedida e a CPMI com acesso aos dados, a expectativa é que a temperatura do escândalo aumente, tornando **impossível uma operação-abafa**. Autoridades que se mantiveram em silêncio podem ser forçadas a se posicionar. A abertura da “caixa-preta” da Maridt, que supostamente esconde segredos de Toffoli, promete abalar o Judiciário.
A atuação da CPMI pode revelar provas das relações de Moraes e Toffoli com Vorcaro, bem como detalhes sobre supostas “surubas e orgias” organizadas por ele com políticos como ferramenta de corrupção, fatos estes que a PF já teria confirmado.
Mendonça: Um Ministro Humilde Diante da Justiça
A postura de André Mendonça tem sido destacada, contrastando com as decisões anteriores de Toffoli. Relatos indicam que, ao ser sorteado relator do caso Master, Mendonça buscou orientação em oração. Seu perfil é descrito como **humilde, temente a Deus, técnico e sério**, sem blindagens ou protecionismos.
Em contrapartida, Alexandre de Moraes é acusado de ter rastreado o acesso a dados de cerca de cem pessoas, incluindo ministros e seus parentes, sem consulta prévia, o que levanta suspeitas de uso como chantagem. Mendonça, por sua vez, tem um histórico de doações e ações sociais, destinando 10% dos resultados de seu instituto como dízimo e os 90% restantes para obras sociais.
Em uma semana, André Mendonça se tornou o **pesadelo de Moraes e Toffoli**, devolvendo ao Brasil a esperança de que a Justiça possa funcionar com integridade e oferecendo um exemplo de conduta para os mais altos escalões do país.