Ministro Dias Toffoli utilizou aeronaves de empresários após venda de participação em resort
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), teria utilizado aviões de empresários para se deslocar até o resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro (PR). As viagens ocorreram após Toffoli vender sua participação no empreendimento, conforme apuração do jornal O Estado de S. Paulo.
As informações indicam que as viagens foram feitas em aeronaves de pessoas ligadas a setores financeiro e de mineração, que possuíam ou adquiriram cotas no resort. O caso levanta questões sobre a relação entre o ministro e empresários.
O Estadão baseou sua reportagem no cruzamento de dados de acesso ao terminal de aviação executiva de Brasília com registros de deslocamento de servidores da equipe de apoio ao ministro. Essas informações sugerem a utilização de voos privados para compromissos relacionados ao resort.
Viagens a Ourinhos e apoio logístico
Em 27 de fevereiro, Toffoli teria chegado ao terminal executivo de Brasília pela manhã. Pouco tempo depois, uma aeronave da empresa Prime Aviation, que tem Daniel Vorcaro, sócio do Banco Master, como acionista, decolou com destino a Ourinhos (SP). Este município possui o aeroporto mais próximo do resort Tayayá.
Curiosamente, na véspera desse voo, três servidores do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) foram enviados a Ourinhos e Ribeirão Claro. A justificativa oficial para a presença deles foi de “prestar apoio em segurança e transporte para autoridade do STF”.
Conexões com Paulo Humberto Barbosa e Luiz Osvaldo Pastore
Além da aeronave ligada ao Banco Master, Toffoli também teria utilizado aviões de Paulo Humberto Barbosa. Este empresário é quem adquiriu a participação de Dias Toffoli no Tayayá. A relação entre ambos se estende a outras viagens.
Outro nome citado é o de Luiz Osvaldo Pastore, empresário do setor de mineração. Ele também disponibilizou sua aeronave para o ministro em uma ocasião anterior. Pastore levou Toffoli para assistir à final da Libertadores entre Flamengo e Palmeiras, em Lima, no Peru, em novembro.
O jornal O Estado de S. Paulo procurou o ministro Dias Toffoli para comentar as informações sobre as viagens, mas ele ainda não se manifestou oficialmente sobre o assunto. A divulgação dessas informações adiciona mais um capítulo às discussões sobre a atuação de ministros do STF e suas relações com o setor empresarial.