Trump oferece "ajuda" pela "liberdade" do Irã em meio a protestos violentos; militares prometem "firmeza"

Trump oferece “ajuda” pela “liberdade” do Irã em meio a protestos violentos; militares prometem “firmeza”

Resumo

Repressão no Irã se intensifica com protestos pela liberdade; EUA oferecem apoio e militares prometem reação firme

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que seu governo está disposto a oferecer “ajuda” pela “liberdade” do Irã. A declaração surge em meio a manifestações que já completam duas semanas e contestam políticas econômicas no país.

Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que “o Irã busca a liberdade, talvez como nunca antes”, e que os Estados Unidos “estão prontos para ajudar”. A posição americana ecoa o apoio da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que também manifestou “apoio total” aos iranianos que pedem liberdade.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reforçou o apoio, afirmando que “os EUA estão ao lado do corajoso povo do Irã”. Segundo ele, os protestos, que se espalharam por dezenas de cidades, desafiam a autoridade do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. Conforme informações da Agência EFE, Trump não detalhou as ações que poderiam ser adotadas, mas já alertou sobre a possibilidade de intervir em resposta à repressão violenta.

Repressão violenta deixa mortos e cenário caótico em hospitais

Um relatório da organização civil Iran Human Rights Governance (IHRNGO) indica que ao menos 51 pessoas morreram desde 28 de dezembro. No décimo quarto dia de manifestações, com o país ainda sofrendo com restrições de comunicação, os militares iranianos declararam que reagirão com “firmeza” a qualquer “plano” apoiado pelos Estados Unidos que vise instabilidade e comprometa a segurança da República Islâmica.

Relatos obtidos pela CNN descrevem a dimensão e diversidade dos protestos em Teerã, com pessoas de todas as idades nas ruas. No entanto, a situação mudou drasticamente com a repressão violenta das forças de segurança, armadas com fuzis de uso militar, que teriam resultado na morte de “muitas pessoas”, segundo manifestantes ouvidos pela emissora.

Em outro bairro da capital, manifestantes relataram ter prestado socorro a um homem gravemente ferido, com cerca de 40 balas de borracha nas pernas e um braço quebrado. A tentativa de levá-lo a hospitais revelou um atendimento desorganizado e fora de controle. Uma mulher descreveu ter visto “corpos empilhados uns sobre os outros” dentro de uma unidade hospitalar, evidenciando a gravidade da situação.

Protestos em massa desafiam o regime e geram esperança

Apesar da violência, outros manifestantes relataram à CNN que a quantidade de pessoas nas ruas era sem precedentes, superando tudo o que já haviam presenciado. Eles classificaram as cenas como “extremamente belas e cheias de esperança”, demonstrando a força do movimento popular que clama por liberdade no Irã.

Os protestos, que começaram como contestações a políticas econômicas, ganharam um caráter mais amplo de desafio ao regime. A repressão e a violência estatal parecem não conseguir conter o ímpeto dos manifestantes, que buscam mudanças significativas no país.

A comunidade internacional, com o apoio dos Estados Unidos e da Europa, tem demonstrado atenção à situação, expressando solidariedade ao povo iraniano em sua luta por liberdade. A resposta militar iraniana, no entanto, indica um endurecimento do regime diante das manifestações e das pressões externas.

A falta de comunicação no país dificulta a obtenção de informações precisas, mas os relatos que chegam à imprensa internacional pintam um quadro de crescente tensão e violência. A busca por liberdade no Irã parece estar em um momento crítico, com desdobramentos que continuam a atrair a atenção global.

Tags:

Notícias todos os dias!

De domingo a domingo, as notícias que você não pode perder em seu e-mail.

Veja também