Valdemar Costa Neto alerta para alcance da CPI do Banco Master e prevê abalo político
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, declarou que uma eventual Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o Banco Master tem potencial para **mobilizar o país inteiro**, atingindo figuras de diversos espectros políticos. Ele sugere que a investigação revelará conexões inesperadas e um esquema de grande magnitude.
Costa Neto acredita que a **resistência à abertura da CPI no Senado** se deve ao receio de que as investigações alcancem um número significativo de pessoas influentes. Ele comparou a situação a uma possibilidade de “virar o mundo de ponta-cabeça”, indicando a gravidade do que pode ser descoberto.
Segundo o líder do PL, prefeituras e governos estaduais estariam envolvidos na compra de títulos e ações do Banco Master. Ele relatou ter recebido informações de prefeitos que teriam sido pressionados a investir na instituição financeira, o que explicaria a forte oposição à instauração da CPI.
Investigação pode expor esquema de “proporções inimagináveis”
Valdemar Costa Neto afirmou categoricamente que a CPI, caso seja instalada, irá **”parar o Brasil”**. Ele prevê o envolvimento de pessoas que “nunca imaginava”, ressaltando a amplitude do possível escândalo. O dirigente do PL declarou ser a favor da investigação, e que a maioria dos filiados ao partido assinou os requerimentos para sua abertura.
Ele minimizou a possibilidade de envolvimento direto de filiados ao PL, citando as doações feitas pelo pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, para campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas. Costa Neto considerou essas doações como **legais e transparentes**.
O caso Master e o cenário eleitoral de 2024
O presidente do PL reconheceu que o caso do Banco Master pode se tornar um **fator decisivo nas eleições deste ano**. A abrangência das supostas irregularidades, segundo ele, tem o potencial de alterar significativamente o cenário político e as disputas eleitorais.
Costa Neto também destacou que o movimento principal pela criação da CPI parte dos senadores, e não dos deputados. Ele descarta a possibilidade de uma investigação mista, com participação de ambas as casas legislativas. Há também, segundo ele, negociações em curso para a **revisão de penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro** em troca do arquivamento da CPI.