Zema defende privatização do BRB contra “safadezas” e “cargos para a companheirada”
O pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo-MG), apresentou sua proposta para erradicar a corrupção em estatais: a privatização. Em um vídeo gravado em frente a uma agência do Banco de Brasília (BRB), o ex-governador mineiro apontou a venda como a “palavra mágica” para combater as “safadezas” na instituição bancária.
“Ela acaba com os cargos para a companheirada e, também, com as safadezas que foram feitas com este banco. Adivinha qual palavra é esta: pri-va-ti-zar”, declarou Zema, em tom provocativo, em sua conta na rede social X.
A declaração surge em meio a investigações sobre irregularidades no BRB. Conforme informações divulgadas, o banco e a Master teriam negociado carteiras de crédito de terceiros sem lastro financeiro. Nessa operação, o banco estatal repassou R$ 12 bilhões à instituição privada, com a anuência do então presidente Paulo Henrique Costa.
Investigações e prisões no BRB
A operação denominada “Compliance Zero” levou ao afastamento de Paulo Henrique Costa. Posteriormente, ele foi preso após a descoberta de mensagens que indicavam negociações de imóveis com o banqueiro Daniel Vorcaro. Este episódio reforça a argumentação de Zema sobre a necessidade de privatização para evitar desvios.
Ao apresentar seu plano econômico em março, Zema reiterou sua visão liberal e a intenção de promover um ajuste fiscal no país, incluindo a privatização de todas as estatais federais. O objetivo seria modernizar essas empresas e reduzir a dívida pública.
Zema e as críticas a magistrados
O pré-candidato tem mantido um tom crítico e por vezes debochado em suas redes sociais, especialmente após ser incluído em um inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre fake news. Um vídeo satírico publicado por ele motivou a ação.
O ministro Gilmar Mendes solicitou a investigação de Zema por meio de uma notícia-crime encaminhada a Alexandre de Moraes. Zema, por sua vez, tem direcionado suas mensagens nas redes sociais aos magistrados, frequentemente referindo-se a eles como “os intocáveis”, o que demonstra uma postura de confronto.