Irã afirma que US$ 6 bilhões em ativos bloqueados serão liberados em acordo para cessar guerra com EUA

Irã afirma que US$ 6 bilhões em ativos bloqueados serão liberados em acordo para cessar guerra com EUA

Resumo

Acordo de ativos: Irã anuncia liberação de US$ 6 bilhões em fundos bloqueados em meio a tensões com EUA

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, anunciou nesta segunda-feira que US$ 6 bilhões em ativos iranianos bloqueados no Catar serão liberados. A declaração surge em um momento de expectativa pela retomada das negociações com os Estados Unidos, após um fim de semana marcado pela renovação das tensões entre os dois países.

Em declarações à agência de notícias estatal Irna, reproduzidas pela Associated Press, Pezeshkian classificou o possível acordo como uma “grande vitória para o povo iraniano”. Ele detalhou que, com base em um planejamento realizado, metade dos US$ 12 bilhões em recursos iranianos mantidos no Catar seriam repatriados, com os trâmites necessários já em andamento.

No entanto, até o momento, autoridades dos Estados Unidos e do Catar não confirmaram qualquer transferência de ativos bloqueados para o Irã. A situação permanece em observação, com o desdobramento das negociações sendo aguardado.

Memorando de Islamabad e as negociações

O Memorando de Islamabad, assinado entre EUA e Irã no último dia 17, estabeleceu um prazo de 60 dias para negociações com o objetivo de encerrar a guerra iniciada em 28 de fevereiro. O acordo prevê que os americanos “disponibilizarão integralmente para uso os fundos e ativos congelados ou restringidos da República Islâmica do Irã após a implementação deste memorando de entendimento”. Os procedimentos específicos para a liberação desses fundos seriam definidos mutuamente durante as conversas.

Renovadas tensões e pontos de discórdia

A declaração de Pezeshkian ocorre em um contexto de interrupção nas hostilidades entre Washington e Teerã, após três dias de trocas de ataques que colocaram em xeque as conversas. Os enfrentamentos começaram na quinta-feira (25), quando o Irã atacou um navio comercial na região do Estreito de Ormuz, argumentando que qualquer passagem pela rota necessita de coordenação com Teerã.

Além da questão do Estreito de Ormuz, outros temas sensíveis nas negociações incluem o programa nuclear iraniano e a exigência do Irã para que Israel encerre sua ofensiva contra o grupo Hezbollah no Líbano, retirando suas forças do país vizinho. Essas demandas têm sido negadas pelo governo de Benjamin Netanyahu.

A liberação de ativos e a continuidade das negociações são cruciais para a estabilização da região e para a busca por um desfecho pacífico para o conflito.

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