Davi Alcolumbre adia votação da PEC do Fim da Escala 6x1 para agosto, após recesso parlamentar e debate intenso

Davi Alcolumbre adia votação da PEC do Fim da Escala 6×1 para agosto, após recesso parlamentar e debate intenso

Resumo

Alcolumbre evita definir calendário para votação do fim da escala 6×1

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sinalizou que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6×1 **só deve ir a votação em agosto**, após o período de recesso parlamentar de julho. Essa decisão, segundo interlocutores do senador, reflete a necessidade de um **amplo debate** sobre o tema, sem que haja, no momento, um prazo definido para seu avanço na Casa.

A expectativa é que a discussão sobre o fim da escala 6×1 ganhe novos contornos nesta quarta-feira (30), com a realização de uma **audiência pública** no plenário do Senado. No mesmo dia, Alcolumbre tem agenda marcada para se reunir com a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), autora da proposta original apresentada na Câmara dos Deputados.

Pessoas próximas ao presidente do Senado afirmam que Alcolumbre pretende **ouvir a posição do governo federal** antes de tomar qualquer decisão sobre a tramitação da PEC. Apesar disso, ele tem demonstrado cautela e evitado estabelecer um cronograma para levar o texto ao plenário, defendendo uma análise minuciosa.

Análise cautelosa e recesso dificultam o avanço da PEC

Desde que a proposta chegou ao Senado, Davi Alcolumbre tem defendido que o projeto seja **analisado com cautela**, evitando que a Casa apenas ratifique automaticamente o texto aprovado pelos deputados. Essa postura visa garantir que todas as nuances e impactos da medida sejam devidamente considerados.

Outro fator que contribui para a postergação da votação é a proximidade do **recesso parlamentar**, que tem início previsto para 18 de julho. Conforme relatos de senadores, Alcolumbre informou que as atividades legislativas ocorrerão predominantemente de forma remota até o início do recesso.

Com uma pauta legislativa reduzida e menor presença física dos parlamentares em Brasília, temas considerados mais sensíveis ou de maior impacto político, como o fim da escala 6×1, tendem a ficar fora das votações nas próximas semanas.

O que a PEC do fim da escala 6×1 prevê

A proposta em questão busca alterar a Constituição para **reduzir a jornada máxima de trabalho**, abrindo caminho para o fim da atual escala de seis dias de trabalho para um de descanso, conhecida como 6×1. Defensores da medida argumentam que a mudança pode **melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores** e, consequentemente, estimular ganhos de produtividade no ambiente de trabalho.

Por outro lado, representantes do setor empresarial expressam preocupação e defendem que uma alteração dessa magnitude exige **estudos aprofundados sobre seus impactos econômicos**. Especialmente para empresas de setores que dependem de operação contínua, a viabilidade e os custos de uma mudança radical na jornada de trabalho são pontos de atenção.

Debate se estende, mas votação fica para depois de julho

Diante deste cenário, a expectativa no Senado é que o debate sobre o fim da escala 6×1 continue nas próximas semanas, com a audiência pública e a reunião com a deputada Erika Hilton sendo marcos importantes. No entanto, **não há perspectiva de votação** da proposta antes do recesso parlamentar, com foco agora em agosto para a definição do calendário.

A postergação da votação permite que todos os lados apresentem seus argumentos e que o governo federal também posicione sua visão sobre a PEC, garantindo um processo mais **transparente e democrático** na análise de uma matéria com potencial impacto significativo para a relação de trabalho no país.

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