Vereador do PT Senival Moura, sob suspeita de ligação com PCC, pede afastamento do partido em nota oficial

Vereador do PT Senival Moura, sob suspeita de ligação com PCC, pede afastamento do partido em nota oficial

Resumo

Vereador Senival Moura se afasta do PT após prisão por suposto elo com o PCC

O vereador petista Senival Moura, que cumpre seu quinto mandato na Câmara Municipal de São Paulo, solicitou formalmente seu afastamento do Partido dos Trabalhadores no último sábado, 27 de maio. A decisão surge logo após sua prisão, ocorrida na quinta-feira (25), em meio a investigações que apontam um suposto envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

A informação foi comunicada pelo diretório municipal do PT por meio de uma nota oficial divulgada à imprensa. No documento, a sigla detalha o pedido do vereador e suas justificativas, buscando demarcar distância dos eventos recentes que o envolvem diretamente.

Segundo a nota, Senival Moura alegou a necessidade de se dedicar integralmente à sua defesa e, principalmente, de não associar os acontecimentos de sua prisão à imagem e às atividades do Partido dos Trabalhadores. O PT, por sua vez, já havia se posicionado publicamente, afirmando que “não compactua com o crime” e buscando se distanciar do caso.

Suspeita de lavagem de dinheiro e operação policial

A prisão de Senival Moura está ligada à suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro que teria como fachada uma empresa de ônibus, a Transunião. A investigação faz parte da Operação Última Parada, deflagrada com o objetivo de apurar a infiltração de organizações criminosas no setor de transporte público da cidade de São Paulo.

A defesa do vereador expressou “profunda indignação” com a decretação de sua prisão e levantou estranhezas sobre o momento da ação policial, que ocorre próximo ao período eleitoral. Relatos indicam que o vereador teria sido ameaçado de morte pela facção, mas sua vida teria sido poupada devido à sua influência.

PT busca isolar caso e focar na defesa

O pedido de afastamento de Senival Moura do PT demonstra uma estratégia para que o partido não seja diretamente atingido pelas denúncias e pela prisão do parlamentar. O foco agora se volta para a defesa do vereador, que precisará apresentar argumentos sólidos para comprovar sua inocência diante das acusações.

A operação policial segue em andamento, e novas informações sobre o esquema de lavagem de dinheiro e a possível ligação do vereador com o PCC podem surgir. O caso levanta sérias questões sobre a influência do crime organizado em setores estratégicos da capital paulista e a necessidade de rigor nas investigações.

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