Malafaia acusa PF de manobras para blindar Lulinha em escândalo do INSS e esvaziar poder de Mendonça no STF

Malafaia acusa PF de manobras para blindar Lulinha em escândalo do INSS e esvaziar poder de Mendonça no STF

Resumo

Pastor Silas Malafaia aponta para suposta articulação na Polícia Federal visando proteger Fábiio Luís da Silva, o Lulinha, em investigações do INSS e questiona a condução dos inquéritos pelo STF.

O pastor Silas Malafaia expressou, nesta quinta-feira (6), sua convicção de que existem tentativas coordenadas para diminuir a autoridade do ministro André Mendonça no Supremo Tribunal Federal (STF). Malafaia acredita que setores da Polícia Federal estariam agindo para retirar de Mendonça a relatoria de investigações sobre a chamada “farra do INSS”.

Segundo o religioso, a intenção seria transferir essas apurações para o ministro Flávio Dino, com o objetivo de, nas suas palavras, “livrar a cara de corruptos”. Malafaia utilizou suas redes sociais para detalhar sua visão sobre os recentes pedidos de inquérito feitos pela PF.

O pastor vê nesses movimentos uma estratégia para afastar o empresário Fábiio Luís da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, das investigações. Malafaia elogiou a atuação de Mendonça, descrevendo-a como “justa, limpa e transparente”, e ressaltou a prudência do ministro em sua relatoria. Conforme informação divulgada pelo pastor, a PF estaria apresentando uma série de pedidos de inquérito para que a competência de investigar Lulinha saia das mãos de Mendonça.

Malafaia compara situação a 8 de janeiro e critica direcionamento de inquéritos

Em um vídeo publicado na rede social X, Silas Malafaia afirmou diretamente: “Querem livrar a cara do filho de Lula, o Lulinha, desta vergonha da roubalheira dos aposentados”. Ele fez um paralelo com o julgamento de ações relacionadas à “tentativa de golpe” de 8 de janeiro, quando, segundo ele, quase a totalidade dos casos ficava sob responsabilidade de Alexandre de Moraes.

“O presidente da época, Barroso, colocava tudo na mão de Alexandre de Moraes. Ai do Barroso se fizesse sorteio”, relembrou Malafaia, sugerindo um padrão de direcionamento em casos sensíveis. Os advogados de Lulinha têm consistentemente declarado que os pedidos de investigação pela PF seriam uma forma de instrumentalização do órgão para fins político-eleitorais.

Superintendentes da PF manifestam apoio a diretor-geral; Malafaia vê manobra

Um coletivo de superintendentes da Polícia Federal divulgou, em nota oficial, apoio à autoridade do diretor-geral Andrei Rodrigues. Malafaia interpretou este documento como mais uma evidência da suposta tentativa de desgastar a autoridade de André Mendonça no STF. A nota oficial dos superintendentes da PF, que manifestou apoio ao diretor-geral Andrei Rodrigues, foi vista por Malafaia como mais uma peça no que ele descreve como uma tentativa de esvaziar a atuação de Mendonça.

Investigações sobre INSS e Lulinha: o que diz o processo

Até o momento, a Polícia Federal instaurou três inquéritos com autorização do STF, desdobramentos das apurações sobre fraudes no INSS. Essas investigações apontam para possíveis ligações de Lulinha com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e um suposto esquema de tráfico de influência. É importante notar que o filho do presidente não consta como investigado diretamente pelos descontos irregulares nos benefícios de aposentados e pensionistas.

O procedimento usual seria a PF instaurar um procedimento investigativo e, em seguida, pedir a abertura das apurações ao ministro relator, André Mendonça. No entanto, protocolos teriam sido direcionados à Presidência do STF com o objetivo de que um novo relator fosse sorteado para os demais inquéritos, o que gerou estranhamento na Corte.

Regimento do STF e a controvérsia sobre conexão de casos

O regimento interno do Supremo Tribunal Federal estabelece que casos conexos, como os que envolvem as fraudes no INSS, devem ser encaminhados ao relator da investigação principal, neste caso, Mendonça. Contudo, os pedidos de instauração teriam sido feitos como se não houvesse conexão entre os casos. Essa abordagem causou estranhamento nos bastidores do STF, onde muitos viram uma clara tentativa de afastar as investigações que envolvem Lulinha das mãos do ministro André Mendonça.

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