Marco Rubio, o nome que desafia a esquerda e mira 2028: veja o perfil do provável rival de Lula
O cenário político dos Estados Unidos pode ter um novo protagonista em 2028, e ele já demonstra forte oposição a governos de esquerda na América Latina. Marco Rubio, atual Secretário de Estado americano, surge como um nome em ascensão nas pesquisas para a próxima eleição presidencial, apresentando-se como um potencial rival para Luiz Inácio Lula da Silva, caso o presidente brasileiro concorra à reeleição.
Com um histórico de postura combativa contra regimes de esquerda e uma recente escalada em pesquisas internas do Partido Republicano, Rubio tem intensificado suas críticas a governos como o de Lula, gerando reações do Palácio do Planalto. A sua atuação diplomática e declarações têm moldado um perfil de desafiador da agenda progressista na região.
Acompanhe o perfil detalhado de Marco Rubio, suas origens, sua trajetória política e as controvérsias que marcam sua carreira, incluindo suas relações passadas com Donald Trump e as recentes ações que afetam diretamente o Brasil. As informações são baseadas em reportagens do site The Hill, da emissora Fox News e da Universidade de New Hampshire (UNH).
Ascensão nas pesquisas e o desafio republicano
Marco Rubio demonstra uma crescente popularidade dentro do Partido Republicano, com pesquisas indicando um potencial forte para a disputa presidencial de 2028. Um levantamento realizado durante o Western Conservative Summit, no Colorado, revelou que 57% dos participantes apoiam Rubio para a próxima eleição presidencial, colocando-o à frente de outros nomes como o vice-presidente J.D. Vance, que obteve 21% das preferências.
Em New Hampshire, estado considerado um termômetro político para os republicanos, Rubio também mostra força. Embora uma pesquisa da Fox News em julho tenha apontado Vance com 36% e Rubio com 26% entre prováveis eleitores das primárias, um estudo anterior da Universidade de New Hampshire (UNH), em fevereiro, mostrava uma diferença ainda maior, com Vance a 53% e Rubio a apenas 7%. Essa trajetória ascendente sinaliza um potencial eleitoral significativo.
Origens e trajetória política de Marco Rubio
Nascido em Miami, há 55 anos, Marco Antonio Rubio é filho de imigrantes cubanos que chegaram aos Estados Unidos em 1956. Sua carreira política começou na Flórida, onde atuou como deputado estadual. Em 2010, foi eleito para o Senado americano, destacando-se por sua postura firme contra governos e ditaduras na América Latina.
Rubio foi um crítico ferrenho da aproximação entre Estados Unidos e Cuba durante a gestão Obama e um opositor vocal de Nicolás Maduro na Venezuela. Ele também pediu sanções contra a ex-presidente argentina Cristina Kirchner, acusada de corrupção. Sua atuação no Senado o consolidou como uma voz influente na política externa americana, com foco especial na região latino-americana.
Conflitos com o Brasil e a esquerda
A relação de Marco Rubio com o Brasil tem sido marcada por tensões recentes. Ele condenou o bloqueio do X (antigo Twitter) no país em 2024, determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, e classificou Lula como um “líder de extrema esquerda que encobre a natureza criminosa do narco-regime de Maduro”.
Além disso, Rubio designou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, incluiu o Brasil em uma lista de governos latino-americanos “não amigáveis” e acusou o presidente Lula de priorizar seu “ego” em negociações comerciais. Em resposta, Lula o chamou de “bolsonarista” e crítico do Brasil e da América Latina.
Relação complexa com Donald Trump
Apesar de atualmente integrar a administração de Donald Trump como Secretário de Estado, a relação entre Rubio e o ex-presidente já foi marcada por fortes embates. Em 2016, durante as primárias republicanas, as discussões entre os dois nos debates se tornaram virais, com Trump ridicularizando Rubio por sua aparência e Rubio criticando os erros de ortografia de Trump em suas postagens.
Após desistir da campanha presidencial em 2016, Rubio colaborou com Trump durante seu primeiro mandato, inclusive coautorando uma lei para dificultar a retirada dos EUA da OTAN. A indicação de Rubio para o Departamento de Estado em novembro de 2024, confirmada por unanimidade em janeiro de 2025, selou uma aliança estratégica, apesar das divergências históricas.
Ações recentes e influência internacional
Desde que assumiu o Departamento de Estado, Marco Rubio tem implementado uma política externa de forte pressão contra regimes considerados hostis pela direita americana. Ele revogou vistos de autoridades como o ex-presidente colombiano Gustavo Petro, o ministro Alexandre de Moraes e Cristina Kirchner, além de juízes do Tribunal Penal Internacional (TPI).
Rubio lidera uma iniciativa para “desmantelar” o TPI e promove uma coalizão internacional contra o extremismo de esquerda. Ele também coordena ações contra Cuba e Venezuela, sendo considerado o administrador de fato da Venezuela após a captura de Maduro. Suas ações demonstram um esforço contínuo para remodelar a política externa americana e desafiar governos de esquerda na América Latina e em outras regiões, como Irã e China.
O futuro e a incerteza eleitoral
Embora Marco Rubio demonstre força nas pesquisas e uma atuação cada vez mais proeminente, sua candidatura em 2028 ainda é uma incógnita. Donald Trump, que tem sinalizado a possibilidade de uma nova candidatura, não se posicionou claramente sobre preferência entre Rubio e Vance, sugerindo que uma chapa com ambos seria “um grande time”.
A dinâmica política interna do Partido Republicano e as decisões de Trump serão cruciais para definir os rumos da disputa presidencial de 2028. No entanto, a ascensão de Rubio como um crítico vocal da esquerda e sua projeção internacional o colocam como um nome a ser observado de perto no cenário político global.