Requião Filho promete fim da terceirização em escolas do Paraná e critica modelo cívico-militar em sabatina

Requião Filho promete fim da terceirização em escolas do Paraná e critica modelo cívico-militar em sabatina

Resumo

Requião Filho anuncia fim da terceirização nas escolas do Paraná e ataca modelo cívico-militar

O deputado estadual Requião Filho (PDT), pré-candidato ao governo do Paraná, prometeu, caso eleito, extinguir o programa Parceiro da Escola, que terceiriza serviços essenciais nas instituições de ensino público. A medida visa, segundo ele, encarecer o ensino oferecido à população.

Em suas declarações, Requião Filho também expressou forte crítica às escolas cívico-militares, argumentando que a presença de policiais na área pedagógica não faz sentido algum. As declarações foram feitas durante uma sabatina promovida pela Folha de S.Paulo e pelo UOL.

O parlamentar defendeu o fim imediato dos contratos de terceirização, alegando que o modelo atual onera os cofres públicos sem trazer benefícios proporcionais. Além disso, propôs uma revisão profunda do modelo das escolas cívico-militares, atualmente implementado em 345 colégios estaduais.

Requião Filho se apresenta como “versão 2.0” de seu pai

Durante a sabatina, Requião Filho se autodefininiu como um “Requião 2.0”, em referência ao seu pai, o ex-governador Roberto Requião. Ele reconheceu a importância do legado paterno, mas ressaltou que o Paraná atual exige abordagens diferentes. “Mesmo sabor, baixos teores”, comentou sobre sua autodefinição.

“Roberto Requião, na minha opinião e na opinião de muitos paranaenses, foi o melhor governador que o estado do Paraná já teve. É um orgulho, mas eu sou o Roberto Requião? Não. Eu sou o Requião 2.0. Reconheço que o Paraná que ele corrigiu nos seus três governos não existe mais”, declarou o candidato.

Em relação ao seu tio, Maurício Requião de Mello e Silva, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR), Requião Filho discordou da tese de que ele deva renunciar ao cargo caso o sobrinho vença a eleição. Ele elogiou a atuação do tio e defendeu que ele o investigue, mostrando transparência.

Recompra da Copel e apoio ao agronegócio familiar em pauta

O pré-candidato também abordou a possibilidade de retomar o controle da Copel, privatizada em 2023. Ele citou a alteração da legislação para permitir a recompra de ações pelo Estado, utilizando recursos provenientes da revisão de isenções fiscais. A ideia é redirecionar fundos que hoje beneficiam empresas para fortalecer os serviços públicos.

Requião Filho negou a intenção de retirar incentivos fiscais do agronegócio, mas reforçou a defesa do corte de benefícios que não apresentem retorno socioeconômico claro para o estado. Ele propôs a retomada de linhas de crédito para pequenos e médios agricultores, além da ampliação de programas como o Trator Solidário.

Um dos pontos destacados foi a criação de um seguro-safra para a agricultura familiar, visando proteger os pequenos produtores de perdas significativas. O candidato também comentou sua troca partidária do PT para o PDT, mantendo críticas à privatização da Copel e esperando um posicionamento mais firme do governo federal.

Pesquisa eleitoral aponta cenário acirrado para o governo do Paraná

Uma pesquisa de intenção de voto divulgada pelo instituto Neokemp aponta um cenário competitivo para o governo do Paraná. O senador Sergio Moro (PL) lidera com 45,7% das intenções de voto no cenário estimulado. Requião Filho aparece em segundo lugar com 23,2%, seguido por Sandro Alex (PSD) com 18,2%.

Os números indicam um empate técnico entre Requião Filho e Sandro Alex, considerando a margem de erro de 3,1 pontos percentuais. A pesquisa ouviu 1.008 entrevistados entre os dias 10 e 11 de agosto de 2026, com nível de confiança de 95%.

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