Governador Brandão acusa Flávio Dino de perseguição política e questiona competência do STF em investigações

Governador Brandão acusa Flávio Dino de perseguição política e questiona competência do STF em investigações

Resumo

Governador do Maranhão, Carlos Brandão, emite fortes críticas contra o ministro Flávio Dino, alegando perseguição política e questionando a atuação do STF.

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), elevou o tom das críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino. Brandão acusou Dino de promover um roteiro de ‘falsas acusações’ contra seus aliados e familiares, após o ministro retirar o sigilo de investigações da Polícia Federal que os envolvem.

Em publicações nas redes sociais, o governador questionou a imparcialidade de Dino, classificando-o como um ‘adversário político’. Brandão expressou sua confiança de que a verdade prevalecerá diante das acusações que considera infundadas e parte de uma perseguição.

A defesa de Carlos Brandão também divulgou nota oficial, questionando a competência do ministro Flávio Dino para conduzir as investigações. Segundo os advogados, o caso deveria tramitar no Superior Tribunal de Justiça (STJ), instância legalmente responsável por julgar governadores, devido ao foro por prerrogativa de função.

Rompimento político e o início das acusações

A relação entre Carlos Brandão e Flávio Dino, que foram governador e vice-governador do Maranhão entre 2018 e o final de 2024, chegou a um rompimento público. Segundo Brandão, a suposta perseguição teve início em 2024, após ele ter ‘rejeitado propostas indecorosas’, o que o levou a se tornar alvo de acusações e ações judiciais.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Brandão afirmou que as ações judiciais surgiram ‘só depois do distanciamento político entre dois grupos do Maranhão’. Ele enfatizou que sua trajetória, família e patrimônio foram construídos com muito trabalho e que não aceita ter sua história ‘jogada na lama’.

Investigações da PF e o caso do empresário João Bosco

As investigações da Polícia Federal, conforme apurado, apontam para uma possível ligação do homicídio do empresário João Bosco, ocorrido em 2022 em São Luís, com desentendimentos na divisão de vantagens indevidas em esquemas de corrupção no Maranhão. O caso ganhou novos contornos com a investigação do senador Weverton Rocha (PDT-MA), aliado de Brandão.

O senador Weverton Rocha é investigado por supostamente ter atuado para obstruir as investigações sobre o assassinato de João Bosco. Como o senador possui foro privilegiado, o caso foi remetido ao Supremo Tribunal Federal. A investigação contra Weverton Rocha tornou-se pública após Flávio Dino retirar o sigilo de apurações relacionadas ao ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão, Raimundo Cutrim.

Defesa de Brandão alega incompetência e usurpação de foro

A defesa de Carlos Brandão reiterou que buscará garantir a preservação das garantias constitucionais do juiz natural. Os advogados destacaram a possível ocorrência simultânea de usurpação da competência do Superior Tribunal de Justiça e de interferência em atribuições reservadas ao Ministério Público.

Brandão também criticou o fato de sua defesa não ter acesso à integralidade dos autos do inquérito, mesmo com a publicização seletiva de decisões. A defesa reforça a tese de incompetência absoluta do ministro Dino para julgar o caso, por envolver um governador.

Flávio Dino nega irregularidades

Em um episódio relacionado, o ex-secretário Raimundo Cutrim foi alvo de busca e apreensão por ter sido a fonte de uma reportagem que denunciava o suposto uso irregular de carros oficiais por Flávio Dino. O ministro, por sua vez, negou qualquer irregularidade nas ações.

Tags:

Notícias todos os dias!

De domingo a domingo, as notícias que você não pode perder em seu e-mail.

Veja também