PF vasculha câmeras do Senado para desvendar vazamento de provas do caso Master e expor dossiês políticos

PF vasculha câmeras do Senado para desvendar vazamento de provas do caso Master e expor dossiês políticos

Resumo

PF intensifica busca por origem de vazamento de provas sigilosas do caso Master no Senado Federal

A Polícia Federal está conduzindo uma minuciosa varredura nas câmeras de segurança da sala-cofre do Senado. O objetivo principal é identificar os responsáveis pelo vazamento de provas confidenciais relacionadas ao caso Master. A investigação, determinada pelo ministro André Mendonça do STF, foca no acesso aos dados do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Essas informações foram compartilhadas com a CPMI do INSS no início de 2026, em uma tentativa de evitar a anulação de processos judiciais. A análise das imagens busca rastrear cada pessoa que entrou ou saiu do recinto no período em que os documentos sigilosos foram disponibilizados à comissão parlamentar.

A preocupação central é descobrir se algum parlamentar ou servidor público repassou essas informações sigilosas para a imprensa, ou se o material foi utilizado para a criação de dossiês políticos. O vazamento indevido de provas é considerado um ato grave, com potencial para gerar a nulidade de fases importantes da operação Compliance Zero na Justiça, conforme alerta a própria Polícia Federal. A informação foi divulgada inicialmente pela Gazeta do Povo.

Investigação foca em acesso e possível repasse de dados sigilosos

O principal objetivo da investigação na sala-cofre é determinar quem teve acesso aos dados do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e, mais crucialmente, como essas informações sigilosas chegaram à imprensa. A sala-cofre, um ambiente de segurança máxima, é onde provas sensíveis são armazenadas, e a PF quer mapear todas as movimentações nesse local.

Os investigadores buscam identificar se houve um repasse intencional de informações para a criação de dossiês políticos ou para prejudicar o andamento de processos judiciais. A possibilidade de o material ter sido fotografado dentro do recinto também está sendo apurada.

Conclusões técnicas apontam origem em material entregue à CPMI

Uma equipe técnica da Polícia Federal já realizou a comparação entre mensagens íntimas publicadas na imprensa e o conteúdo integral extraído do celular de Daniel Vorcaro. A conclusão técnica aponta que os vazamentos tiveram origem direta no material que foi filtrado e entregue à CPMI do INSS.

Essa análise descarta a hipótese de que os dados tenham circulado por fontes independentes antes de chegarem à comissão. Apesar da clareza sobre a origem do arquivo, a identificação do culpado específico se mostra desafiadora, uma vez que diversos assessores e parlamentares tiveram acesso legal aos dados durante os meses de trabalho da comissão no Congresso.

Senador Carlos Viana contesta cronologia e defende segurança da CPMI

O senador Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS, contesta a tese da Polícia Federal sobre a origem do vazamento, apresentando uma cronologia de datas. Segundo Viana, mensagens do ex-banqueiro já estavam na imprensa em 6 de março, enquanto os dados só chegaram oficialmente à comissão em 12 de março, com acesso liberado aos parlamentares no dia seguinte.

Ele enfatiza que a segurança na sala-cofre foi rigorosa, com proibição de celulares, uso de detectores de metais e registro detalhado em livro de acessos. Viana exige que toda a cadeia de custódia dos documentos seja periciada, buscando provar que a falha de segurança pode ter ocorrido fora da sala-cofre. A intenção é garantir que a investigação não aponte falsamente para a comissão.

Quem é Daniel Vorcaro e sua relevância no caso Master

Daniel Vorcaro é um ex-banqueiro apontado como o articulador de um esquema investigado pela operação Compliance Zero. Ele era proprietário do Master e já foi preso preventivamente em duas ocasiões, a última em março de 2026. Os dados de seu celular, incluindo conversas pessoais, tornaram-se o centro de uma disputa política e jurídica após serem compartilhados com a CPMI.

Os investigadores agora buscam mapear a existência de uma rede organizada para a divulgação seletiva desses diálogos e transações financeiras. O objetivo seria atingir alvos políticos específicos, especialmente durante o atual período de campanha eleitoral, explorando informações sensíveis para influenciar o cenário político.

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