Papa Leão XIV visita San Marino e ressalta a defesa da vida e a liberdade de consciência
O Papa Leão XIV realizou uma breve, mas significativa, visita à República de San Marino, um enclave italiano, neste sábado. Esta foi a terceira vez que um pontífice visita a pequena nação, após passagens de João Paulo II em 1982 e Bento XVI em 2011. Em discurso às autoridades e à sociedade civil, o Papa Leão XIV enfatizou a importância da liberdade de consciência e a necessidade de proteger toda a vida, em todas as suas fases, desde a concepção até a morte natural.
O lema de San Marino, “Liberdade”, foi destacado pelo Papa como um termo de “enorme densidade”. Ele ressaltou que não existe verdadeira liberdade civil sem liberdade pessoal. Leão XIV lembrou os “mártires da liberdade” ao longo da história, que testemunharam o primado da consciência, citando São Thomas More como exemplo de fidelidade à própria convicção, mesmo diante de forte adversidade.
O pontífice expressou solidariedade a todos que, atualmente, enfrentam dificuldades por permanecerem fiéis à própria consciência. A visita a San Marino, assim como a recente ao Principado de Mônaco, serviu para reforçar a ideia de que microestados podem vivenciar uma democracia mais efetiva, devido à proximidade da política com as necessidades dos cidadãos.
Conforme a fonte, o Papa Leão XIV sugeriu que San Marino pode ser um “laboratório” de boa política, onde princípios da doutrina social católica, como o bem comum e a justiça social, podem inspirar a ação estatal, sem desconsiderar a laicidade do Estado. O objetivo principal desse modelo seria o cuidado com o ser humano.
San Marino como “laboratório” de boa política
O Papa Leão XIV descreveu San Marino como uma comunidade que, embora rica em valores tradicionais e atualizada tecnologicamente, pode buscar o cuidado com o ser humano de forma eficaz. Isso se traduz, segundo ele, na proteção de toda vida, em todas as suas fases, da concepção à morte natural. Essa temática tem sido recorrente em seus discursos a líderes políticos.
Defesa da vida humana como meta de civilização
Em junho deste ano, na Espanha, o Papa Leão XIV já havia defendido enfaticamente o direito à vida diante de parlamentares. Ele questionou se uma comunidade pode ser considerada justa ao negligenciar o feto, o idoso, o doente ou aqueles que dependem de cuidados. A defesa da vida humana, ressaltou, não é uma questão parcial ou confessional, mas sim uma meta de civilização.
A posição reforça que toda vida humana deve ser reconhecida e protegida desde a concepção até o fim natural, em todas as circunstâncias. Essa defesa integral da vida, desde o início até o ocaso natural, é um pilar constante nas mensagens do pontífice a elites políticas.
Encontros com a comunidade local e jovens
Após o discurso, o Papa saudou os fiéis e dirigiu-se à Basílica Diocesana de São Marino para orações e um encontro com a comunidade católica local. Ele incentivou os jovens a abraçarem suas missões com entusiasmo, sem medo de fazer escolhas exigentes, como o matrimônio, a vida consagrada, o ministério ordenado, a carreira profissional e o engajamento social e político.
O Papa Leão XIV deixou San Marino ao meio-dia, com destino a Rimini, na Itália, onde participaria de um encontro de jovens e celebraria missa, encerrando sua agenda do dia. A visita a San Marino reafirma o compromisso do pontífice com a promoção de valores humanitários e a defesa da vida.