Filipe Barros acusa PT de fragmentar candidaturas de direita no Paraná como estratégia para beneficiar a esquerda nas eleições de 2026.
O deputado federal Filipe Barros (PL), pré-candidato ao Senado pelo Paraná, iniciou a rodada de sabatinas do “Café com a Gazeta” abordando a composição política do estado. Ele diagnosticou a divisão do campo da direita como uma tática orquestrada pelo PT e partidos aliados ao governo federal.
Segundo Barros, a intenção é enfraquecer candidaturas conservadoras para fortalecer as da esquerda. Ele citou a aliança entre PSD e MDB, que compõem a base do governo Lula, e a contrastou com a união formada por PL, Novo e Podemos, que ele considera uma “composição livre”.
A declaração foi feita durante entrevista ao portal Gazeta do Povo, onde o parlamentar detalhou suas propostas e visões sobre diversos temas nacionais e estaduais. A entrevista faz parte de uma série que sabatina candidatos ao Senado nos estados do Paraná e São Paulo.
Barros busca unir direita e critica “sistema”
Filipe Barros disputa uma das vagas ao Senado em uma chapa com o ex-deputado Deltan Dallagnol (Novo). A dupla se apresenta como “dois senadores que não se curvam ao sistema”. Ele enfatizou a necessidade de conscientizar o eleitorado sobre a importância da união da direita, rejeitando o temor em relação às estratégias da esquerda.
Defesa de investidores e punição no caso Banco Master
O caso Banco Master foi outro ponto central da sabatina. Filipe Barros reafirmou sua intenção de apresentar um projeto para aumentar o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por CPF, visando proteger pequenos investidores.
Barros destacou que sua proposta difere de outras, pois prioriza a restituição integral dos valores investidos por cidadãos em poupança ou em bancos. Ele lembrou ter sido o primeiro a denunciar o Banco Master às autoridades competentes em dezembro de 2023.
“Quero que Daniel Vorcaro e todos os envolvidos sejam condenados e fiquem na cadeia”, declarou Barros, cobrando celeridade nas investigações que levaram à Operação Compliance Zero.
Impeachment de Alexandre de Moraes e críticas ao STF
Em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF), Filipe Barros afirmou que, caso o PT vença as eleições presidenciais, seus votos serão pela rejeição de quaisquer indicações de Lula para o STF. Ele também defendeu o impeachment do ministro Alexandre de Moraes.
Barros argumentou que Alexandre de Moraes comete “abuso de poder” desde o início do governo Bolsonaro e citou ter sido vítima no inquérito das fake news por criticar a mudança de entendimento do STF sobre prisão após condenação em segunda instância.
Debates eleitorais e segurança pública no Paraná
O deputado defendeu a ausência de Sergio Moro em um debate, considerando a estratégia da esquerda em aliar partidos do centro. Ele apontou uma possível articulação entre PT, PDT, PSD e MDB no Paraná para “atacar Sergio Moro”.
Na área de segurança pública, Barros mencionou a forte presença do PCC em Paranaguá e a atuação do crime organizado em Guaíra. Ele também criticou a Copel, relacionando a venda da companhia a problemas de fornecimento de energia que afetam setores produtivos.
Infraestrutura e patrimônio declarado
Filipe Barros defendeu projetos de infraestrutura como a Nova Ferroeste e criticou a demora do governo federal na renovação do contrato da Malha Sul. Ele explicou o aumento em seu patrimônio declarado à Justiça Eleitoral como uma atualização de valor de um imóvel adquirido há cerca de dez anos.
Em um pingue-pongue final, Barros se mostrou favorável ao voto impresso, redução da maioridade penal, fim do foro privilegiado e escolas cívico-militares. Foi contra a legalização do aborto e o uso de câmeras no uniforme da polícia.
O candidato encerrou a entrevista com um compromisso de “coragem e disposição” para “lutar e trabalhar pelo Brasil”, focando na reforma do Judiciário, combate ao crime organizado e avanço em pautas de infraestrutura no Paraná.