Zema promete anistia a condenados do 8 de Janeiro, critica STF e defende voto impresso; veja propostas

Zema promete anistia a condenados do 8 de Janeiro, critica STF e defende voto impresso; veja propostas

Resumo

Zema, candidato do Novo, anuncia anistia para envolvidos nos atos de 8 de Janeiro e critica o STF, além de defender o voto impresso.

Romeu Zema, candidato do Novo à Presidência da República, declarou que, caso eleito, pretende conceder anistia a todos que foram condenados pelos atos ocorridos em 8 de janeiro de 2023. Ele classificou o julgamento promovido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como nitidamente político.

A declaração foi feita durante entrevista concedida à Globo, onde Zema afirmou que buscará um tribunal que não seja político, mas sim judicial, para lidar com os casos. Essa posição marca um ponto de forte divergência com o atual cenário jurídico e político do país.

Além da promessa de anistia, Zema também abordou a questão das urnas eletrônicas, expressando confiança no sistema, mas defendendo o aperfeiçoamento com a adoção do voto impresso. Conforme informação divulgada pelo g1, o candidato disse: “Eu sou totalmente democrata, fui eleito pela urna eletrônica, confio na urna eletrônica — que poderia ser melhorada se tivesse impresso, mas confio”.

Ajuste Fiscal e Salário Mínimo: Promessas de Zema

No que diz respeito ao ajuste fiscal, Romeu Zema garantiu que, se eleito, o salário mínimo será corrigido integralmente pela inflação. “Garanto que ninguém vai ter perda”, assegurou, complementando que toda a inflação será repassada. Caso a economia apresente bom desempenho, o candidato pretende manter o ganho real previsto pela regra atual.

A redução dos juros também figura entre as prioridades de um eventual governo Zema. Ele acredita que, com um governo que inspire credibilidade, o combate à corrupção e às fraudes poderia levar a taxa de juros a cair para 6%. Segundo sua avaliação, essa redução representaria uma economia anual de R$ 800 bilhões para o país.

Gestão Pública e Dívida de Minas Gerais

Questionado sobre a dívida do estado de Minas Gerais durante sua gestão, Zema atribuiu o endividamento a déficits deixados por governos anteriores. Ele afirmou que assumiu o governo com um déficit de R$ 11 bilhões e o deixou com um superávit de R$ 5 bilhões, tendo pago R$ 23 bilhões em aposentadorias e R$ 13 bilhões ao governo federal. Zema destacou que não contratou empréstimos ou financiamentos durante seu mandato.

Privatizações e Valorização de Estatais

Zema reiterou seu plano de privatizar estatais federais caso seja eleito. Em relação à permanência da Cemig sob controle do governo de Minas, ele citou a venda de 118 empresas e participações estaduais durante sua gestão, incluindo ativos como participações na Light e na Companhia Brasileira de Lítio, além da privatização da Copasa. Ele alegou que a Cemig e a Copasa tiveram valorização de cerca de 300% sob sua administração, resultado que ele atribuiu à gestão profissional e ao combate à corrupção, prometendo aplicar o mesmo modelo no Brasil.

Previdência e Vacinação: Posições do Candidato

Sobre a Previdência, Zema afirmou que não pretende, inicialmente, elevar a idade mínima para aposentadoria. Mudanças dependeriam do aumento da expectativa de vida, da formalização do mercado de trabalho e dos resultados do ajuste fiscal. Ele priorizará a redução de despesas, o combate a fraudes e corrupção, e o aumento da eficiência administrativa antes de discutir novas alterações. “A aposentadoria vai depender muito disso. Agora, o brasileiro já trabalha muito. Eu não quero o brasileiro trabalhando mais. Eu quero a renda do brasileiro aumentando”, declarou.

Em relação à vacinação, o candidato manteve sua posição contrária à obrigatoriedade para crianças, defendendo campanhas de conscientização para ampliar a adesão. “Eu não posso permitir que uma família, uma criança seja perseguida porque alguém não tomou a vacina”, disse Zema.

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