China intensifica expurgo militar e reduz cúpula de comando para apenas dois integrantes
A China formalizou a destituição de dois generais de alta patente da Comissão Militar Central, principal órgão de comando das Forças Armadas. A medida drasticamente reduz o número de membros do colegiado de sete para apenas dois, aprofundando o amplo expurgo que tem atingido a cúpula militar chinesa nos últimos meses.
A decisão, anunciada pela agência estatal Xinhua, retira Zhang Youxia do cargo de vice-presidente e Liu Zhenli da posição de membro. Com as novas destituições, a Comissão Militar Central passa a contar unicamente com o líder chinês, Xi Jinping, e Zhang Shengmin, que agora assume a vice-liderança do órgão. Antes, a comissão possuía sete integrantes.
Os generais destituídos, Zhang Youxia e Liu Zhenli, estavam sob investigação por supostas violações graves de disciplina e lei, conforme informou o Ministério da Defesa chinês em janeiro. A imprensa oficial do Exército de Libertação Popular acusou ambos de trair a confiança do Partido Comunista e prejudicar a imagem das Forças Armadas.
Zhang Youxia e Liu Zhenli, pilares militares, são afastados em meio a investigações
Zhang Youxia figurava entre os militares de mais alta patente da China, enquanto Liu Zhenli comandava o Departamento Conjunto do Estado-Maior, estrutura crucial para o planejamento militar. A retirada de ambos da Comissão Militar Central, apesar das acusações anteriores, não teve os motivos específicos detalhados na declaração oficial que formalizou suas destituições.
Zhang Shengmin assume vice-liderança e foco em disciplina militar
Zhang Shengmin, que agora ocupa a vice-liderança da Comissão Militar Central, é responsável por assuntos disciplinares dentro das Forças Armadas. Sua promoção ao posto ocorreu em outubro do ano passado, indicando um foco crescente na aplicação de normas internas e lealdade política.
Expurgo na cúpula militar visa reforçar lealdade ao Partido Comunista
A redução drástica da cúpula militar reflete uma ampla campanha de expurgo conduzida pelo regime chinês. A ofensiva já atingiu ex-ministros da Defesa, oficiais de alta patente e membros da indústria militar. Oficialmente, a ação busca reforçar a disciplina, a lealdade política ao Partido Comunista e a prontidão para o combate nas Forças Armadas.
Xi Jinping centraliza poder em meio a caça por corrupção e deslealdade
A decisão de reduzir o comando militar a apenas dois membros, encabeçado por Xi Jinping, sinaliza uma forte centralização de poder. O expurgo, que tem como alvo principal suspeitas de corrupção e deslealdade ao partido, visa garantir o controle absoluto do Partido Comunista sobre as Forças Armadas e fortalecer a imagem e a eficácia militar da China sob a liderança de Jinping.