Comissão Americana de Liberdade Religiosa Urge Trump a Pressionar China por Direitos Humanos
A Comissão dos Estados Unidos sobre Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF) fez um apelo significativo ao presidente Donald Trump, solicitando que ele utilize a cúpula com o líder chinês Xi Jinping, agendada para 24 de setembro nos EUA, para exigir a liberação de prisioneiros de consciência.
O foco principal da comissão é o fim da sistemática perseguição contra católicos, cristãos e outras minorias religiosas que sofrem repressão pelo governo chinês. A USCIRF busca enviar um claro sinal de que a liberdade religiosa é uma prioridade para os Estados Unidos.
A comissão instou Trump a pressionar diretamente Xi Jinping pela soltura de figuras emblemáticas como o ativista católico Jimmy Lai e diversos líderes cristãos detidos. Pede-se também que a China respeite sua população e interrompa a perseguição a milhões de fiéis, ressaltando que o cumprimento da liberdade de crença é uma obrigação internacional e um passo essencial para o respeito aos direitos humanos. As informações são da USCIRF.
Principais Pedidos da USCIRF ao Governo Americano
A USCIRF detalhou seus pedidos, enfatizando a necessidade de pressionar o governo chinês pela libertação de prisioneiros de consciência. Entre os nomes citados especificamente estão o defensor da democracia Jimmy Lai, o pastor John Cao, que necessita de tratamento médico urgente e emissão de passaporte, além de Gulshan Abbas, Ekpar Asat, o pastor Gao Quanfu com sua esposa Pang Yu, e o Panchen Lama Gedhun Choekyi Nyima.
A comissão lembrou que a pressão diplomática já obteve resultados, como a libertação do pastor Ezra Jin da Igreja de Sião em julho, após intervenção de Trump. No entanto, oito colegas de ministério dele permanecem presos na China, evidenciando a continuidade da repressão.
Situação da China e Quirguistão em Relatórios de Liberdade Religiosa
No seu relatório anual de 2026, a China foi recomendada para a lista de países de preocupação particular devido a violações sistemáticas e contínuas da liberdade religiosa. Paralelamente, a USCIRF pediu que a República Quirguiz entre na lista de vigilância especial do Departamento de Estado americano.
No Quirguistão, autoridades têm utilizado leis restritivas e o rótulo vago de extremismo para justificar invasões a locais de culto, multas e abusos físicos contra muçulmanos independentes e cristãos não registrados. Essas ações se intensificaram após mudanças legais aprovadas pelo presidente Sadyr Japarov no início de 2025.
Impacto da Política Interna Quirguiz em Grupos Religiosos
O governo quirguiz tem intensificado o controle estatal sobre comunidades religiosas consideradas não tradicionais através de emendas aprovadas em 2025. A aplicação dessas leis, muitas vezes ligadas a estatutos antiextremismo, resulta em perseguições que vão de multas e apreensão de materiais a sentenças de prisão e violência física.
Grupos cristãos não registrados e muçulmanos independentes são os alvos mais frequentes. A USCIRF aponta que essas ações representam violações diretas à constituição do país e a pactos internacionais, evidenciando a necessidade de atenção à liberdade religiosa na região.