Datafolha 2026: Lula e Flávio Bolsonaro empatam em pesquisas de intenção de voto para presidente, segundo instituto

Datafolha 2026: Lula e Flávio Bolsonaro empatam em pesquisas de intenção de voto para presidente, segundo instituto

Resumo

Datafolha revela cenário presidencial apertado em 2026, com Lula e Flávio Bolsonaro em empate técnico

Uma nova pesquisa do instituto Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (17), aponta um cenário eleitoral acirrado para as eleições presidenciais de 2026. O atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aparece tecnicamente empatado com o deputado federal Flávio Bolsonaro (PL) em cenários de primeiro e segundo turno.

No levantamento estimulado, que apresenta os nomes dos candidatos aos eleitores, Lula figura com 39% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro aparece com 36%, uma diferença dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, indicando um empate técnico entre os dois principais concorrentes.

A pesquisa, realizada entre os dias 15 e 16 de setembro de 2026 com 2.002 entrevistados, também simulou cenários de segundo turno. Nestas simulações, a disputa se mantém equilibrada, reforçando a competitividade entre os candidatos. Os dados foram coletados pela Empresa Folha da Manhã S.A e Globo Comunicação e Participações S/A, com nível de confiança de 95% e registro no TSE sob o nº BR-04029/2026.

Empate técnico marca primeiro turno estimulado

No cenário estimulado de primeiro turno, Lula (PT) obteve 39% das intenções de voto. Logo em seguida, Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 36%. Outros candidatos testados, como o escritor Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD), aparecem com percentuais menores, 6% e 4% respectivamente.

A pesquisa também incluiu nomes como Renan Santos (Missão), Zema (Novo), Samara (UP), Rui Costa Pimenta (PCO), Edmilson Costa (PCB), Clariana Barão (DC), Hertz Dias (PSTU) e Veterinário Wilson Grassi (Democrata), que obtiveram percentuais abaixo de 3%. As intenções de voto em branco, nulo ou nenhum somaram 6%, e 3% se declararam não saber.

Simulações de segundo turno mostram disputa acirrada

O Datafolha simulou cinco cenários de segundo turno, todos com a presença de Lula. Na disputa contra Flávio Bolsonaro, o resultado foi 46% para Lula e 44% para Flávio Bolsonaro. Este cenário demonstra a grande polarização e a margem mínima de diferença entre os dois.

Em outra simulação, contra o escritor Augusto Cury, Lula obteve 44% e Cury também 44%, configurando um empate exato dentro da margem de erro. Contra Ronaldo Caiado, Lula aparece com 46% e Caiado com 42%. Já em um embate contra Romeu Zema, Lula obteve 49% e Zema 39%. Por fim, contra Renan Santos, Lula lidera com 47% a 38%.

Pesquisa espontânea revela indecisos e força de Bolsonaro

Na pesquisa espontânea, onde os nomes dos candidatos não são apresentados, 21% dos entrevistados se declararam indecisos. Lula aparece com 35% das menções, seguido por Flávio Bolsonaro com 26%. É importante notar a menção a Jair Bolsonaro (sem partido), que obteve 3% das intenções de voto, indicando a força de sua imagem mesmo sem ser explicitamente um dos candidatos testados no cenário estimulado.

Augusto Cury e Ronaldo Caiado também foram citados na pesquisa espontânea, com 3% e 2% respectivamente. Outras respostas somaram 2%, e 6% indicaram voto em branco, nulo ou nenhum. A pesquisa espontânea reflete um panorama mais orgânico das preferências do eleitorado, sem a influência direta dos nomes apresentados.

Metodologia e a importância da análise das pesquisas

A pesquisa Datafolha ouviu 2.002 eleitores em todo o país, com uma margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que significa que, se a pesquisa fosse repetida diversas vezes, os resultados estariam dentro dessa margem em 95% das ocasiões.

É fundamental ressaltar que pesquisas eleitorais representam um retrato do momento e podem ser influenciadas por diversos fatores, como a formulação das perguntas e a amostra utilizada. A Gazeta do Povo, ao publicar essas informações, busca oferecer aos leitores uma ferramenta de compreensão do cenário político, sem considerá-las uma previsão exata do resultado das urnas, mas sim um indicador de tendências e humores do eleitorado.

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