Irmã de Kim Jong-un afirma que renúncia nuclear pela Coreia do Norte é impossível
Kim Yo-jong, figura proeminente no regime norte-coreano e irmã do líder Kim Jong-un, declarou enfaticamente que apenas indivíduos desinformados ou ingênuos poderiam conceber a ideia de que a Coreia do Norte abandonaria seu programa de armas nucleares.
Em um comunicado divulgado pela agência estatal KCNA, Kim Yo-jong foi categórica ao afirmar que a posição da Coreia do Norte como um Estado com armas nucleares é **absoluta e irreversível** diante de qualquer circunstância.
A declaração surge em um momento de tensões contínuas na península coreana e em resposta a apelos internacionais por desnuclearização. Conforme informações divulgadas pela agência estatal KCNA, a irmã do ditador minimizou os pedidos de órgãos como a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Arsenal nuclear como dissuasão e crítica a apelos internacionais
Segundo Kim Yo-jong, o arsenal nuclear norte-coreano desempenha um papel crucial na **dissuasão de ações provocativas por parte de “elementos internacionais nocivos”**. Ela descreveu os apelos pela desnuclearização como uma “conversa tola já conhecida”, demonstrando um claro desprezo por tais exigências.
“Se eles acreditam que isso é realmente possível, só estão ouvindo palavras de idiotas”, declarou Kim Yo-jong, reforçando a visão de que a consolidação do status nuclear da Coreia do Norte é uma **realidade permanente**, tanto em termos físicos quanto legais, e que essa realidade não pode ser alterada.
Contexto de testes e aproximações diplomáticas frustradas
A declaração da irmã de Kim Jong-un ocorre em um contexto onde a Coreia do Norte mantém um arsenal estimado em pelo menos 50 ogivas nucleares, de acordo com a Campanha Internacional para Abolir Armas Nucleares (ICAN). Recentemente, houve sinais de flexibilização por parte dos Estados Unidos, com a redução de exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul.
O presidente americano, Donald Trump, chegou a sugerir um encontro com Kim Jong-un, repetindo uma abordagem de seu primeiro mandato. Contudo, a Coreia do Norte negou qualquer intenção de diálogo e prosseguiu com **novos testes de mísseis**, evidenciando a complexidade e a volatilidade das relações diplomáticas na região.
A posição inabalável da Coreia do Norte
A postura de Kim Yo-jong sublinha a **determinação do regime norte-coreano em manter seu poderio nuclear**, visto como um pilar essencial para sua segurança e soberania. A retórica empregada demonstra a falta de disposição para negociações que envolvam a renúncia de suas armas.
A **posição nuclear da RPDC se consolidou de forma permanente**, tanto física quanto juridicamente, e essa realidade, segundo o regime, não pode ser alterada por mais que forças hostis insistam em negar.