María Corina Machado se encontra com Donald Trump e presenteia o ex-presidente com sua medalha do Nobel da Paz
Em um movimento diplomático que chamou a atenção mundial, a líder opositora venezuelana, María Corina Machado, reuniu-se com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quinta-feira (15). O encontro, que ocorreu na Casa Branca e incluiu um almoço, foi mantido a portas fechadas para a imprensa.
Após a reunião, Machado concedeu breves declarações a jornalistas, destacando a importância do apoio de Trump para a Venezuela. “Saibam que contamos com o presidente Trump pela liberdade da Venezuela”, afirmou a opositora, que foi agraciada com o Prêmio Nobel da Paz em 2025.
O gesto mais marcante do encontro foi a entrega da medalha de ouro do Nobel da Paz por María Corina Machado a Donald Trump. Segundo a agência Reuters, a líder venezuelana declarou que o presente foi “em reconhecimento ao seu compromisso singular com a nossa liberdade”. Horas depois, Trump confirmou o recebimento em sua rede social, o Truth Social, descrevendo o ato como “um gesto maravilhoso de respeito mútuo”. Conforme informações divulgadas, Trump escreveu: “Foi uma grande honra conhecer María Corina Machado, da Venezuela, hoje. Ela é uma mulher maravilhosa que passou por tantas dificuldades. María me presenteou com seu Prêmio Nobel da Paz pelo trabalho que realizei. Um gesto maravilhoso de respeito mútuo. Obrigado, María!”.
Fundação Nobel esclarece sobre a posse da medalha
Diante da repercussão, a Fundação Nobel emitiu um comunicado no X (anteriormente Twitter) esclarecendo que, embora uma medalha possa mudar de dono, o título de laureado com o Prêmio Nobel da Paz é intransferível. A Fundação ressaltou que María Corina Machado permanece como a vencedora da premiação do ano passado.
Reuniões estratégicas no Capitólio e apelo por liberdade
Após o encontro com Trump, Machado dirigiu-se ao Capitólio, sede do Legislativo dos Estados Unidos, onde se reuniu com senadores americanos. Em sua fala, ela fez um apelo veemente, pedindo reflexão sobre a longa luta do povo venezuelano. “Peço que reflitam sobre tudo o que passamos: 26 anos [de chavismo], 35 eleições, milhões de pessoas nas ruas. Algumas foram assassinadas. Adolescentes e crianças. Mulheres agredidas sexualmente simplesmente por defenderem seu voto. Dezessete tentativas de diálogo, todas fracassadas”, declarou a líder opositora, conforme trechos divulgados por seu partido, Vente Venezuela.
Machado expressou otimismo em relação ao futuro do país, afirmando: “Quando a Venezuela for livre, milhões de venezuelanos retornarão por vontade própria. Há esperança para o futuro”.
Contexto político e declarações anteriores de Trump
A visita de Machado ocorre em um momento delicado para a Venezuela, especialmente após a captura do ditador Nicolás Maduro em uma operação militar americana no último dia 3. Anteriormente, Trump havia manifestado dúvidas sobre a capacidade de Machado liderar o país, alegando que ela “não tem o apoio nem o respeito [necessários] dentro do país”. Trump também mencionou negociações com a ditadora interina Delcy Rodríguez, a quem chamou de “pessoa fantástica”.
A entrega da medalha do Nobel da Paz por María Corina Machado a Donald Trump, em meio a esses complexos cenários políticos, reforça o diálogo e a busca por apoio internacional na luta pela redemocratização da Venezuela.