Morre Raul Jungmann, ex-ministro da Defesa e Segurança Pública, após anos lutando contra o câncer aos 77 anos

Morre Raul Jungmann, ex-ministro da Defesa e Segurança Pública, após anos lutando contra o câncer aos 77 anos

Resumo

Raul Jungmann, ex-ministro da Defesa e Segurança Pública, falece aos 77 anos após batalha contra o câncer

O ex-ministro e ex-deputado federal Raul Jungmann faleceu neste domingo (18), aos 77 anos, após uma longa luta contra o câncer. Jungmann, que teve passagens marcantes pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário no governo Fernando Henrique Cardoso, e pelos Ministérios da Defesa e da Segurança Pública no governo Michel Temer, não resistiu ao avanço da doença.

Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo, o ex-ministro estava em casa sob cuidados paliativos, mas precisou ser internado novamente em um hospital de Brasília neste fim de semana, onde veio a falecer. Sua carreira política se destacou pela capacidade técnica e habilidade em transitar por diferentes espectros governamentais.

Raul Jungmann também foi eleito deputado federal por três mandatos, consolidando sua atuação em áreas cruciais como gestão de crises, segurança e defesa nacional. Desde 2022, ocupava a posição de diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). A notícia de seu falecimento gerou comoção e diversas manifestações de autoridades.

Trajetória de destaque no serviço público

A carreira de Raul Jungmann foi marcada por sua atuação em pastas de grande relevância para o país. Como Ministro do Desenvolvimento Agrário, liderou importantes debates e ações relacionadas à reforma agrária e à gestão de conflitos fundiários. Sua competência e perfil técnico permitiram que ele assumisse, posteriormente, a liderança do Ministério da Defesa, uma pasta historicamente comandada por militares, sendo um dos civis a ocupar o cargo.

Ainda na gestão Michel Temer, Jungmann esteve à frente do recém-criado Ministério Extraordinário da Segurança Pública. O objetivo da pasta era articular esforços federais contra o crime organizado e auxiliar em intervenções estaduais, demonstrando sua visão estratégica para a segurança nacional. Sua experiência como parlamentar, com três mandatos de deputado federal, complementou sua atuação no Poder Executivo.

Repercussão e homenagens de autoridades

A morte de Raul Jungmann foi lamentada por diversas personalidades da vida pública. O senador Sérgio Moro destacou a competência de Jungmann quando este ocupou o Ministério da Segurança Pública, em 2018. O presidente da Câmara, Arthur Lira, ressaltou a trajetória de serviço prestado ao país e as lições de diálogo e respeito institucional deixadas pelo ex-ministro.

A ex-senadora Kátia Abreu o descreveu como uma das maiores inteligências do país, que fará muita falta ao Brasil. O ex-senador Roberto Freire, amigo de juventude de Jungmann, enalteceu sua inteligência e competência como político e gestor público. O senador Renan Calheiros o classificou como um dos maiores pensadores e formuladores da nação, além de um amigo estimado.

Um homem público de rara integridade

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), definiu Raul Jungmann como um homem público de “rara integridade e de extraordinária densidade republicana”. Mendes relembrou a participação de Jungmann em um “dream team” durante o governo FHC, comprometido com a estabilização institucional e as reformas estruturais.

O decano do STF enfatizou que Jungmann sempre esteve do lado certo da história, defendendo o Estado de Direito e a resolução de conflitos pela razão. Sua passagem pelos ministérios, segundo Mendes, demonstrou um homem preparado, equilibrado e capaz de exercer autoridade com diálogo, características que marcaram sua atuação na vida pública brasileira.

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