Abelardo de la Espriella: O Advogado 'Milei Colombiano' que Desafia Petro e Busca o Poder na Colômbia

Abelardo de la Espriella: O Advogado ‘Milei Colombiano’ que Desafia Petro e Busca o Poder na Colômbia

Resumo

Abelardo de la Espriella: O Advogado ‘Milei Colombiano’ que Desafia Petro e Busca o Poder na Colômbia

As pesquisas eleitorais na Colômbia apontam um nome surpreendente como principal adversário de Iván Cepeda, candidato apoiado pelo atual presidente Gustavo Petro: o advogado Abelardo de la Espriella. Com 47 anos, Espriella tem ganhado destaque, sendo comparado ao presidente argentino Javier Milei por suas propostas de liberalismo econômico e corte de gastos públicos.

O movimento liderado por Espriella, chamado Defensores da Pátria, tem como símbolo o tigre, em uma clara alusão à figura do leão adotada por Milei em sua vitoriosa campanha presidencial em 2023. Essa comparação não se restringe aos símbolos, mas se estende a uma agenda conservadora, que inclui restrições ao aborto e uma postura firme contra o crime organizado.

Em um discurso em Bogotá em novembro, Espriella declarou: “Há três meses, depois de um ano e meio de reflexão, tomei a decisão mais importante da minha vida: deixei uma vida tranquila em Florença e voltei para minha terra natal para salvá-la e reconstruí-la”. Ele também afirmou que a Colômbia está em “extremo perigo” e que o “mal reside na Casa de Nariño”, a sede da presidência colombiana.

A deputada americana María Elvira Salazar, do Partido Republicano, manifestou apoio a Espriella, destacando a importância de uma boa relação entre Colômbia e Estados Unidos, e criticando a política do atual presidente Petro. “O distanciamento entre Petro e [o presidente americano, Donald] Trump não beneficia ninguém. Não é bom para a economia da Colômbia, nem para seu futuro político”, disse Salazar.

Espriella tem sido um crítico ferrenho do governo de Petro, acusando-o de “dar sinal verde para toda a macabra cadeia das drogas”. No entanto, sua própria trajetória como advogado levanta questionamentos. Ele foi criticado por propor a legalização de 10% do dinheiro proveniente de atividades ilegais, como narcoturáfico e mineração ilegal.

Controvérsias na Carreira Jurídica

A atuação de Abelardo de la Espriella como advogado também é marcada por polêmicas. Ele defendeu Jorge Visbal, ex-senador e ex-presidente da Fedegán, que foi preso por supostas ligações com o grupo paramilitar Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC). Apesar disso, investigações anteriores sobre ligações de Espriella com as AUC foram arquivadas pela Procuradoria-Geral da Colômbia.

Outros clientes notórios de Espriella incluem Alex Saab, apontado como testa de ferro do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro, e David Murcia Guzmán, fundador da empresa DMG, acusada de esquema de pirâmide. Em resposta às críticas, Espriella afirmou em 2023 que sua atuação profissional sempre seguiu “parâmetros éticos e legais” e que nunca foi “punido, nem criminalmente nem disciplinarmente”.

Propostas e Visão de Futuro

O movimento Defensores da Pátria, de Espriella, argumenta que a defesa de Alex Saab ocorreu “quando ainda não havia nenhum sinal de relações com o regime de Maduro” e que o advogado deixou de representá-lo após a recusa em colaborar com a DEA. Espriella se apresenta como uma alternativa para “salvar e reconstruir” a Colômbia, defendendo a “liberdade econômica” e uma “mão de ferro” contra o crime.

A candidatura de Abelardo de la Espriella representa um forte contraponto à esquerda liderada por Petro. A comparação com Javier Milei, que obteve sucesso com um discurso anti-establishment e liberal, sugere uma estratégia semelhante para conquistar o eleitorado colombiano. A corrida presidencial, com o primeiro turno marcado para 31 de maio, promete ser acirrada.

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