Defesa de Jair Bolsonaro alega piora no quadro de saúde em prisão e cobra urgência em laudo da PF
A defesa de Jair Bolsonaro entrou com um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (4), alegando que a saúde do ex-presidente **piorou nos últimos dias**. Os advogados buscam com **máxima urgência** a apresentação de um laudo da perícia realizada pela Polícia Federal no dia 20.
O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, aguarda o relatório da autoridade policial para decidir sobre um pedido de **prisão domiciliar humanitária**. Inicialmente, o prazo para a entrega dos documentos era de 10 dias, mas a defesa argumenta que o laudo ainda não foi juntado aos autos.
A apresentação do laudo pericial é considerada fundamental pela defesa para que um parecer técnico seja elaborado e, consequentemente, para que o STF analise a necessidade de conceder a prisão domiciliar humanitária a Bolsonaro. A informação foi divulgada conforme o conteúdo original, sem atribuição direta a um veículo específico.
Piora nos sintomas e pedido de urgência
De acordo com a petição apresentada pela defesa, Bolsonaro tem apresentado uma **piora em seu estado de saúde recentemente**. A petição detalha o surgimento de **episódios eméticos** e uma **crise de soluços acentuada**. Estes sintomas justificariam a necessidade de uma análise mais aprofundada sobre sua condição em reclusão.
Histórico de prisões e pedidos negados
Jair Bolsonaro já esteve em prisão domiciliar entre 4 de agosto e 22 de novembro. Posteriormente, foi detido preventivamente na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, após alegações de tentativa de violar a tornozeleira eletrônica. A prisão ocorreu no âmbito de um inquérito que investiga a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
Em novembro, Alexandre de Moraes encerrou uma ação penal relacionada a uma suposta tentativa de golpe de Estado, ordenando o cumprimento imediato de uma pena de 27 anos e três meses de prisão para Bolsonaro. O ex-presidente foi transferido da sede da PF para o 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, em 15 de janeiro deste ano.
Defesa busca prisão domiciliar humanitária
A defesa de Bolsonaro já protocolou diversos pedidos de prisão domiciliar humanitária, mas todas as solicitações anteriores foram **negadas pelo ministro Alexandre de Moraes**. A expectativa agora é que a apresentação do laudo pericial e a análise detalhada de seu estado de saúde possam reverter essa decisão, permitindo que o ex-presidente cumpra sua pena em regime domiciliar.