Correios leiloam imóveis em plano de reestruturação financeira, com valores que vão de R$ 19 mil a R$ 11,11 milhões
Os Correios deram o pontapé inicial em seu plano de reestruturação financeira com a divulgação da lista de imóveis que serão leiloados em todo o Brasil. A primeira etapa do processo já disponibiliza mais de 60 propriedades, com o objetivo de gerar caixa e modernizar a infraestrutura da empresa.
Os certames, que ocorrerão em formato 100% digital, estão abertos para participação de pessoas físicas e jurídicas. Os recursos arrecadados com a venda desses ativos serão direcionados para o fortalecimento das operações, a modernização da infraestrutura logística e a sustentabilidade de longo prazo da companhia.
A expectativa é arrecadar até R$ 1,5 bilhão até dezembro deste ano com a alienação de ativos imobiliários. Esta iniciativa faz parte de um plano mais amplo aprovado no final de 2025, que visa reduzir custos fixos e recompor a capacidade de investimento da estatal, que enfrenta um prejuízo acumulado expressivo.
Primeira etapa do leilão digital com 21 imóveis já disponíveis
Nesta fase inicial, 21 imóveis considerados ociosos foram listados para leilão. Essas propriedades estão distribuídas em diversos estados, como Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte e São Paulo. O portfólio inclui uma variedade de bens, como prédios administrativos, antigos complexos operacionais, terrenos, galpões, lojas e apartamentos funcionais.
Os valores dos imóveis variam significativamente. O lance inicial mais baixo é de R$ 19 mil, referente a um terreno de 74 metros quadrados localizado em Iguatu, no Ceará. Por outro lado, o imóvel de maior valor é um prédio comercial em Fortaleza, com seis pavimentos e mais de 2.000 metros quadrados, ofertado por R$ 11,11 milhões.
Um exemplo notório é um prédio comercial abandonado no centro de São Paulo, com mais de 5.000 metros quadrados, que está sendo leiloado por R$ 7,2 milhões. Este imóvel apresenta diversas irregularidades pendentes e acumula uma dívida de IPTU superior a R$ 1,4 milhão, segundo informações dos Correios.
Venda de ativos faz parte de plano para reequilíbrio financeiro
A venda dos imóveis é uma das principais medidas do plano de reestruturação dos Correios, que busca superar um prejuízo recorde de R$ 6 bilhões acumulado até o terceiro trimestre do ano passado. A queda nas receitas e o aumento das despesas operacionais e financeiras foram apontados como as principais causas do déficit.
A companhia assegura que a alienação desses bens não afetará a qualidade e a continuidade dos serviços prestados à população. O plano de reestruturação envolve ações de curto, médio e longo prazos para restabelecer o equilíbrio econômico-financeiro e aumentar a eficiência operacional da empresa.
Os leilões digitais ocorrerão nos dias 12 e 26 de fevereiro. Para quem optar pelo pagamento integral em até 30 dias, haverá isenção de reajustes no saldo devedor, incentivando a quitação à vista. Informações detalhadas sobre os imóveis, editais e condições de participação estão disponíveis nos canais oficiais dos Correios e na plataforma da leiloeira responsável.
Leilões digitais abertos a todos e imóveis com diferentes características
A modalidade 100% digital dos leilões garante que qualquer pessoa, física ou jurídica, possa participar, independentemente de sua localização geográfica. Essa democratização do acesso visa atrair um número maior de interessados e, consequentemente, otimizar a arrecadação.
O portfólio de imóveis a serem leiloados é diversificado, atendendo a diferentes necessidades e investimentos. Além de prédios comerciais e administrativos, há galpões ideais para logística, terrenos para desenvolvimento imobiliário e apartamentos funcionais. A variedade de portes e localizações amplia o leque de oportunidades para os compradores.
Os Correios reforçam que a venda desses ativos é um passo fundamental para a modernização e a sustentabilidade da empresa a longo prazo. O objetivo é garantir que a companhia continue a desempenhar seu papel essencial na logística e na integração do país, com maior eficiência e capacidade de investimento.