Flávio Bolsonaro propõe Lei de Segurança Nacional mais dura e El Salvador como modelo contra o crime organizado

Flávio Bolsonaro propõe Lei de Segurança Nacional mais dura e El Salvador como modelo contra o crime organizado

Resumo

Flávio Bolsonaro detalha propostas de segurança pública com foco em rigidez e controle estatal.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou em entrevista recente um plano ambicioso para a segurança pública, colocando o tema como pilar central de suas futuras pretensões políticas. Suas propostas incluem um endurecimento significativo das leis penais, o fim das saídas temporárias para presos e a retomada do controle estatal sobre presídios e territórios atualmente sob domínio de facções criminosas.

Em suas declarações, o parlamentar, que se posiciona como pré-candidato à Presidência, enfatizou a necessidade de uma política mais rigorosa contra o crime organizado para restaurar a autoridade do Estado brasileiro. A entrevista, veiculada pelo canal Estúdio 5º Elemento neste domingo (8), também abordou outras facetas de sua plataforma, incluindo a economia e a governabilidade.

Flávio Bolsonaro citou o modelo de segurança adotado em El Salvador como referência, propondo a aplicação de medidas semelhantes no Brasil para combater a atuação de facções criminosas e reafirmar a presença do poder público em áreas hoje controladas pelo tráfico e por milícias. Essas declarações foram divulgadas neste domingo (8).

Endurecimento penal e combate ao crime organizado

O senador destacou a necessidade de “leis penais mais duras, acabar com saídas temporárias e estabelecer punições específicas para quem integra organizações criminosas”. Ele acredita que a adoção de uma política mais rígida é fundamental para recuperar a autoridade do Estado e frear o avanço do crime organizado no país. Flávio Bolsonaro também mencionou que o poder público deve reassumir o controle de territórios dominados pelo tráfico.

Visão econômica: autonomia e infraestrutura

Além da segurança, Flávio Bolsonaro abordou sua visão econômica, defendendo a redução da dependência externa do Brasil e o fortalecimento da infraestrutura como motores para o crescimento. Ele ressaltou que a experiência da pandemia evidenciou a importância da autonomia estratégica, especialmente em relação a grandes fornecedores globais.

“O Brasil não pode ficar refém de outros países. A pandemia mostrou isso de forma muito clara, especialmente na relação com a China. Precisamos ter mais autonomia e capacidade de produzir aqui”, declarou o senador. Ele também defendeu a atração de capital privado para ferrovias e portos, por meio de modelos de autorização regulatória, e destacou o potencial brasileiro na exportação de energia limpa para a Europa.

Anistia, meio ambiente e reindustrialização

Flávio Bolsonaro também comentou sobre a polarização política, defendendo medidas de anistia para promover uma “pacificação nacional” e encerrar o clima de confronto. Na área ambiental, ele defendeu a exploração sustentável de recursos naturais, como o petróleo na Margem Equatorial, criticando o que chamou de entraves “ideológicos” no licenciamento ambiental. Segundo ele, é preciso ampliar a segurança jurídica para investidores.

O senador reclamou de decisões judiciais que paralisam obras de infraestrutura, argumentando que o país precisa oferecer previsibilidade a empresários e investidores. “Não é razoável você começar uma obra bilionária e, no meio do caminho, uma decisão judicial mandar parar tudo. Isso gera insegurança jurídica e espanta quem quer investir no Brasil”, afirmou. Ele também defendeu regras claras e estáveis para acelerar projetos estratégicos e impulsionar a reindustrialização do país.

Estatais e composição de governo

Sobre estatais, Flávio Bolsonaro defendeu que companhias estratégicas mantenham sua função social e econômica, rejeitando privatizações completas em áreas sensíveis à soberania nacional. Caso eleito, pretende montar uma equipe formada por quadros técnicos alinhados às diretrizes do governo, para evitar resistências internas e garantir a execução de seu projeto político.

Ele também ressaltou a importância de construir uma base ampla e sólida no Congresso Nacional desde o início do mandato para viabilizar reformas estruturais e eventuais alterações constitucionais, afirmando que “Se você não tiver maioria no Parlamento, não governa. É preciso eleger uma bancada forte em 2026 para permitir as reformas que o país precisa”.

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