Senado Explode Gastos com Assessores: R$ 668 Milhões Torrados em Salários, Lideranças e Gabinetes em Brasília e Estados

Senado Explode Gastos com Assessores: R$ 668 Milhões Torrados em Salários, Lideranças e Gabinetes em Brasília e Estados

Resumo

Senadores gastam R$ 668 milhões com salários de assessores em 2025, revelam dados.

O Senado Federal registrou uma despesa de impressionantes R$ 668 milhões com salários de assessores ao longo de 2025. A maior parte desse montante, R$ 514 milhões, foi direcionada para a contratação de pessoal lotado nos gabinetes em Brasília, enquanto R$ 189 milhões foram destinados a assessores baseados nos estados.

Esses números evidenciam o alto custo da estrutura de apoio parlamentar no Congresso Nacional. A verba para pessoal reflete a necessidade de equipes qualificadas para dar suporte às atividades legislativas e administrativas de cada senador e das lideranças partidárias.

Os dados, divulgados por fontes internas, detalham como os recursos são distribuídos entre os diferentes setores do Senado, incluindo os gabinetes de liderança e os escritórios regionais dos parlamentares, conforme informação divulgada pelas fontes.

Lideranças Partidárias e Gabinetes Concentram Alto Investimento em Assessoria

Dentro do montante total, as lideranças partidárias também apresentaram gastos significativos. O gabinete da Liderança do PT, por exemplo, despendeu R$ 9,3 milhões com salários de assessores. Já a Liderança do Governo utilizou R$ 9,8 milhões. O gabinete do PL registrou R$ 3,2 milhões, e a Liderança da Oposição consumiu R$ 3,4 milhões, evidenciando a importância da estrutura de apoio para a articulação política.

Senadores Lideram Gastos Individuais com Equipes de Apoio

Em termos individuais, alguns senadores se destacaram pelos altos gastos com suas equipes. O senador Eduardo Gomes (PL-TO) liderou essa lista, com uma despesa de R$ 13,7 milhões. As contratações mais expressivas foram para analistas legislativos, com salários de R$ 39 mil, e secretários parlamentares. O ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), gastou R$ 11,8 milhões, focando também em analistas legislativos e técnicos legislativos.

Ciro Nogueira (PP-PI), líder do Centrão, investiu R$ 12,3 milhões, priorizando técnicos em comunicação e consultoria legislativa, com remunerações de até R$ 41 mil. Weverton Rocha (PDT-MA) gastou R$ 10,9 milhões, com uma equipe diversificada em áreas como administração e comunicação social, com salários em torno de R$ 30 mil. Veneziano Vital do Rego (MDB-PB) e Ângelo Coronel (PSD-BA) também apresentaram gastos expressivos, na casa dos R$ 9,4 milhões e R$ 10,4 milhões, respectivamente, com foco em analistas e assessores parlamentares.

Presidência do Senado e Estruturas Adicionais Geram Custos Relevantes

A Presidência do Senado, sob a gestão de Davi Alcolumbre (União-AP), também demandou recursos consideráveis. Os salários dos assessores diretos do gabinete somaram R$ 6 milhões. Adicionalmente, a Presidência contou com outros R$ 6,7 milhões para assessores da Presidência, R$ 9,2 milhões para o Serviço de Proteção Presidencial, R$ 1,8 milhão para o Cerimonial, R$ 1,47 milhão para a Assessoria de Imprensa e R$ 490 mil para o Relatório da Presidência, totalizando quase R$ 20 milhões em despesas relacionadas à alta cúpula.

Teto Remuneratório e “Penduricalhos” do Senado

Os dados revelam também a existência de 914 pagamentos a assessores no valor exato de R$ 46.366, totalizando R$ 42 milhões. Este valor corresponde ao teto remuneratório constitucional, equiparado ao salário de ministros do STF, senadores e deputados. No entanto, houve pagamentos em valores ainda maiores, com a reversão do teto constitucional somando R$ 48 milhões. A remuneração base do Senado atingiu R$ 1,5 bilhão, com vantagens pessoais de R$ 79 milhões e “auxílios” que custaram R$ 138 milhões, demonstrando a complexidade e o alto custo da estrutura de pessoal.

Em resposta a questionamentos sobre a necessidade desses gastos, a assessoria do senador Ângelo Coronel afirmou que “o pagamento dos servidores efetivos e comissionados do Gabinete do Senador Ângelo segue estritamente a política legal e administrativa do Senado Federal, com valores de cada cargo divulgados no site do senado e no Portal da Transparência, não havendo qualquer pagamento que fuja a esses parâmetros e sobre os quais o senador tenha ingerência”.

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