Marco Rubio Desmente Trump: EUA Não Planejam Governar Venezuela, Foco em Sanções e Combate ao Crime

Marco Rubio Desmente Trump: EUA Não Planejam Governar Venezuela, Foco em Sanções e Combate ao Crime

Resumo

Marco Rubio esclarece declarações de Trump sobre Venezuela, afastando planos de ocupação e focando em sanções e estabilidade

O Secretário de Estado americano, Marco Rubio, minimizou a recente declaração do presidente Donald Trump sobre os Estados Unidos governarem a Venezuela após a queda de Nicolás Maduro. Em vez de detalhar uma intervenção direta, Rubio explicou que a estratégia americana se concentra em manter e intensificar as sanções econômicas.

A prioridade, segundo Rubio, é a aplicação de sanções sobre a exportação de petróleo venezuelano. Essa medida visa pressionar o regime de Maduro a realizar mudanças significativas, que não apenas atendam aos interesses nacionais dos EUA, mas que também promovam um futuro mais promissor para o povo venezuelano.

As declarações foram feitas em entrevista ao programa “Face the Nation”, da CBS, onde Rubio detalhou os objetivos da política externa americana em relação à Venezuela. As informações foram divulgadas neste domingo, dia 4. A entrevista buscou clarificar a abordagem dos EUA diante da instabilidade política no país sul-americano.

Sanções Petrolíferas como Principal Ferramenta de Pressão

Rubio afirmou que os Estados Unidos continuarão a manter a “quarentena” sobre o petróleo venezuelano. O objetivo é observar mudanças que vão além da gestão da indústria petrolífera para o benefício do povo. Ele também destacou a necessidade de combater o tráfico de drogas, a atuação de gangues, a expulsão das FARC e do ELN, e o combate à colaboração entre esses grupos e o Hezbollah e o Irã na região.

A entrevistadora Margaret Brennan questionou Rubio se a abordagem descrita se tratava mais de pressão via sanções do que de uma intervenção militar, como sugerido por Trump. Ela indagou diretamente se havia planos para uma ocupação americana na Venezuela, um país com quase 30 milhões de habitantes.

Trump Mantém Opções Abertas, Mas Foco é em Sanções

Em resposta à indagação sobre a possibilidade de ocupação, Rubio indicou que o presidente Trump “sempre mantém a possibilidade de escolha em relação a tudo e a todos esses assuntos”. No entanto, ele sinalizou que uma administração direta pelos EUA estaria, no momento, fora dos planos imediatos. A declaração de Trump no sábado, 3, após a captura de Maduro, sugeria que os EUA assumiriam o controle e trariam empresas americanas para explorar o petróleo. A Casa Branca, contudo, havia informado que Delcy Rodríguez, vice de Maduro, assumiria a presidência.

Rubio reiterou que Trump não descarta publicamente opções, mas que a estratégia atual é a “quarentena do petróleo”, que confere aos EUA uma “enorme influência sobre o que acontecerá a seguir”.

Oposição e Futuro Político da Venezuela em Debate

Diante da persistência de ministros-chave do regime de Maduro no poder, como os de Interior e Defesa, a entrevistadora concluiu que o regime continuaria em vigor. Rubio, por sua vez, explicou a complexidade de uma operação de larga escala, comparando-a com a prisão de Maduro e sua esposa, descrita como uma “operação bastante sofisticada e, francamente, complicada”.

Ele mencionou que os ministros citados “estão sendo julgados pelo sistema judiciário americano”, apesar de permanecerem na Venezuela. Questionado sobre o reconhecimento de María Corina Machado e Edmundo González como governantes legítimos, Rubio evitou detalhes, afirmando que as expectativas permanecem as mesmas e que futuras interações serão avaliadas com base no cumprimento de condições. Ele expressou o desejo de ver a Venezuela transformada, mas reconheceu que isso não ocorrerá imediatamente, esperando uma aproximação gradual da situação.

Transição para a Democracia e Interesses Nacionais

Em outra entrevista, ao programa “Meet the Press” da NBC, Rubio elogiou Corina, mas lamentou que a maioria da oposição a Maduro não esteja presente na Venezuela. Ele enfatizou a necessidade de resolver questões de curto prazo e desejou um futuro democrático para o país. Contudo, o foco principal, segundo ele, reside nas próximas semanas e meses, e em como a situação se alinha com os “interesses dos Estados Unidos”.

Rubio concluiu que os EUA esperam maior conformidade e cooperação do que o recebido anteriormente, ressaltando que “com Maduro não era possível fazer acordos”. A política de sanções busca, portanto, criar as condições para uma transição democrática e estável na Venezuela, alinhada aos interesses americanos e ao bem-estar do povo venezuelano.

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