Caiado promete anistiar Bolsonaro como 1º ato na Presidência e mira eleitorado conservador para 2026

Caiado promete anistiar Bolsonaro como 1º ato na Presidência e mira eleitorado conservador para 2026

Resumo

Caiado lança candidatura à Presidência e promete anistia a condenados do 8 de janeiro como primeiro ato

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), oficializou sua pré-candidatura à Presidência da República em 2026, com uma promessa de campanha que busca mobilizar a base bolsonarista: a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. O anúncio foi feito pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, nesta segunda-feira.

Caiado defende que uma anistia “ampla, geral e irrestrita” é o caminho para superar a polarização política no Brasil. Segundo o governador, essa medida seria capaz de “desativar” o cenário de divisão que, em sua visão, é sustentado por um projeto político específico.

A declaração surge em um momento em que o PSD busca consolidar seu nome para as eleições presidenciais, com Caiado emergindo como a aposta do partido após o recuo de Ratinho Jr., governador do Paraná. A estratégia parece mirar diretamente o eleitorado conservador, buscando atrair apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Caiado se posiciona como alternativa para a direita

Desde que deixou o União Brasil em janeiro, Ronaldo Caiado tem construído uma trajetória que culminou no anúncio de sua pré-candidatura. Ele se apresentará como uma opção para disputar contra o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e Flávio Bolsonaro (PL), que busca dar continuidade ao legado do pai.

A escolha de Caiado pelo PSD ocorreu após Ratinho Jr. desistir da disputa nacional para se dedicar à sua reeleição no Paraná, visando impedir a ascensão de Sergio Moro ao governo estadual. Com isso, Caiado assume a missão de representar o partido na corrida presidencial.

Mudança de estratégia do PSD?

A promessa de anistia feita por Caiado pode indicar uma guinada na estratégia do PSD, que anteriormente demonstrava uma postura mais cautelosa em relação a alinhamentos radicais. Em dezembro, Gilberto Kassab sugeriu que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, se distanciasse de uma imagem puramente de direita, recomendando um posicionamento de centro-direita para ampliar suas chances eleitorais.

Na ocasião, Kassab declarou que Tarcísio “tem que ser o candidato da centro-direita, se não, pode perder a eleição”. Contudo, com a desistência de Tarcísio e o crescimento da candidatura de Flávio Bolsonaro, o cenário eleitoral parece se desenhar novamente sob forte polarização entre a direita e o PT.

Polarização e a busca pelo eleitorado conservador

Diante desse cenário, a articulação de Caiado em abraçar uma das bandeiras mais defendidas pelo eleitorado conservador, como a anistia aos envolvidos no 8 de janeiro, sinaliza uma tentativa de conquistar esse segmento. A promessa de anistiar os condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na suposta trama golpista é vista por Caiado como essencial para a pacificação do país.

“Posso afirmar que a polarização não é um traço da política nacional. A polarização é sustentada por um projeto político daqueles que se beneficiam dela. Pode ser desativada, sim, por alguém que não é parte dela”, afirmou Caiado, reforçando seu posicionamento.

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