A morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, braço direito do banqueiro Daniel Vorcaro, segue envolta em mistério. A certidão de óbito, divulgada por veículos como Poder 360 e Metrópoles, registra o falecimento como “aguardando exames”, sem especificar a causa. Mourão, de 43 anos, conhecido como Sicário, morreu em 6 de março após um incidente na sede da Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais.
O homem, que segundo a PF executava ordens diretas de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, atentou contra a própria vida nas instalações da corporação. Ele foi levado às pressas para o Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, onde teve morte cerebral confirmada pela equipe médica. O aliado do banqueiro não resistiu aos ferimentos, deixando um rastro de incertezas sobre as circunstâncias de sua morte.
Enquanto isso, a CPI do Crime Organizado enfrenta barreiras significativas para obter informações cruciais. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o sigilo sobre dados relacionados à morte de Sicário e impediu o acesso da comissão aos inquéritos da Polícia Federal que investigam o Banco Master, instituição financeira com fortes laços com Daniel Vorcaro. A decisão do STF visa, segundo o ministro, preservar a integridade das apurações em curso, que seguem sob sigilo judicial.
STF Mantém Sigilo e Dificulta Avanço da CPI
O ministro André Mendonça, em ofício enviado ao presidente da CPI do Crime Organizado, senador Fabiano Contarato, justificou a negativa de envio de dados. De acordo com o magistrado, os processos criminais tramitam sob rigoroso sigilo judicial, o que impede a liberação de informações enquanto as diligências policiais estiverem em andamento. A transferência de dados só será avaliada pelo STF após a conclusão total das investigações da PF.
Gilmar Mendes Viaja em Avião de Empresa Ligada ao Banco Master
Em um episódio que levanta questionamentos sobre a proximidade entre autoridades e empresários, o ministro Gilmar Mendes utilizou uma aeronave executiva da Prime Aviation, empresa de táxi aéreo com ligações com Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. O voo ocorreu em 1º de janeiro de 2025, de Mato Grosso para Brasília, após o ministro acompanhar a posse do prefeito de Diamantino. A carona foi oferecida por Marcos Molina, principal acionista da Marfrig, evidenciando, segundo reportagens do Estadão e da Folha de S.Paulo, a proximidade do ministro com grandes nomes do empresariado nacional.