Opositor cubano vê chance de mudança após prisão de Maduro e alerta para repressão em Havana
A captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro, pelas forças americanas no último sábado (3), reacendeu a esperança de opositores cubanos exilados. Para José Daniel Ferrer, que vive nos Estados Unidos, o momento representa um clamor por salvação para Cuba.
Ferrer acredita que o enfraquecimento de regimes autoritários aliados de Havana, como o da Venezuela, pode ser um catalisador para mudanças na ilha. Ele descreve a ditadura cubana como sustentada pela violência, terror e cumplicidade internacional, traindo os ideais democráticos da revolução.
A análise de Ferrer, divulgada pelo portal argentino Infobae, detalha como o apoio venezuelano, especialmente a partir do chavismo, foi crucial para a sobrevivência do regime cubano após o colapso da União Soviética. Em contrapartida, Cuba teria exportado seus métodos de controle social e repressão para a Venezuela.
Aliança criminosa e envolvimento direto de Havana
O opositor cubano classifica a relação entre Cuba e Venezuela como uma “aliança criminosa”. Ele aponta a morte de 32 agentes cubanos durante a operação que resultou na captura de Maduro como prova do profundo envolvimento de Havana na estrutura de poder chavista.
A organização Cubalex relatou um aumento significativo da vigilância policial e restrições de circulação em Cuba logo após a prisão de Maduro. Há relatos de cercos a residências e militarização de espaços públicos, especialmente em Havana.
Segundo a Cubalex, essas ações configuram uma “repressão preventiva”, visando impedir manifestações populares em um momento de fragilidade do principal aliado externo do regime cubano.
Escassez e esperança de mudança entre os cubanos
José Daniel Ferrer destaca a difícil realidade enfrentada pela maioria dos cubanos, marcada pela escassez de alimentos, apagões frequentes e falta de medicamentos. Essa situação, segundo ele, alimenta a esperança de que “qualquer ação que ponha fim aos que os oprimem” seja bem-vinda.
Autoridades americanas também reforçaram a pressão sobre Havana. O secretário de Estado, Marco Rubio, sugeriu que o regime cubano deveria estar atento ao novo cenário regional.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o regime comunista cubano “vai cair sozinho”, devido à sua dependência da Venezuela, sem necessidade de intervenção militar direta.