Zema choca ao comparar STF com Vorcaro a abusos na Igreja: "Nos dá nojo", diz pré-candidato

Zema choca ao comparar STF com Vorcaro a abusos na Igreja: “Nos dá nojo”, diz pré-candidato

Resumo

Zema dispara contra STF e compara ligações de ministros com banqueiro a escândalos na Igreja Católica

O pré-candidato à presidência e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), causou polêmica nesta segunda-feira (20) ao comparar os vínculos entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a escândalos de abuso sexual na Igreja Católica.

A declaração contundente foi feita em entrevista à CNN Brasil, onde Zema expressou sua indignação com o que considera ser um comportamento inadequado por parte dos magistrados. Ele utilizou a comparação para enfatizar o quão grave considera a situação.

Segundo Zema, a aproximação entre os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes e o banqueiro, especialmente durante o período em que o Banco Master passou a ser investigado por irregularidades, é inaceitável. As informações foram divulgadas em reportagem, conforme apurado pelo g1.

Ministros do STF sob fogo por proximidade com banqueiro investigado

As declarações de Romeu Zema vêm em um contexto de crescentes questionamentos sobre a relação entre alguns ministros do STF e o banqueiro Daniel Vorcaro. Episódios envolvendo viagens e contratos têm levantado suspeitas sobre a imparcialidade da Corte.

Em novembro do ano passado, por exemplo, o ministro Dias Toffoli viajou em uma aeronave particular para assistir à final da Copa Libertadores. O jatinho pertencia a um advogado ligado ao Banco Master, instituição que, semanas depois, teve um processo distribuído justamente para Toffoli no STF.

Já o ministro Alexandre de Moraes, segundo reportagem da Folha de S. Paulo, teria utilizado jatos de empresas do grupo de Vorcaro em pelo menos oito ocasiões entre maio e outubro de 2025. Ele viajava acompanhado de sua esposa. O magistrado negou as acusações.

Contrato milionário e pedido de inclusão em inquérito

Outro ponto que alimenta as suspeitas é um contrato de R$ 129 milhões firmado entre o Banco Master e Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, para a prestação de serviços jurídicos. Este fato gerou ainda mais questionamentos sobre a conduta dos envolvidos.

Zema também reagiu ao pedido do ministro Gilmar Mendes para incluí-lo no inquérito das fake news. O pré-candidato vê essa ação como uma tentativa de silenciá-lo e de perseguir aqueles que criticam o STF, afirmando que a Corte não pode fazer “negociatas” e que “alguém que deveria zelar pelo STF” estaria agindo de forma inadequada.

O ex-governador declarou estar “indignado e inconformado com ministros do Supremo, que deveriam ser exemplos e, nesse momento, fizeram negócios, se encontraram, voaram com o maior chefe do crime organizado no Brasil”, em uma crítica direta às condutas observadas.

Confronto de Zema com o STF não é novidade

A postura de confronto de Romeu Zema com o Supremo Tribunal Federal não é recente. Desde 2022, o político tem adotado uma linha de embate com a Corte, que se intensificou no último ano.

Na ocasião, ele foi o primeiro chefe de governo estadual a se manifestar contra as medidas cautelares impostas pelo STF ao ex-presidente Jair Bolsonaro, classificando a decisão como um “absurdo” e uma “perseguição política”.

Zema expressou sua opinião de que “o STF quer calar qualquer um que discorde deles”, demonstrando sua visão sobre o que ele percebe como uma tendência de cerceamento da liberdade de expressão por parte do judiciário.

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