Ar-condicionado barulhento na cela de Bolsonaro: PF diz ao STF que ruído é impossível de reduzir sem grandes obras

Ar-condicionado barulhento na cela de Bolsonaro: PF diz ao STF que ruído é impossível de reduzir sem grandes obras

Resumo

PF alega impossibilidade de reduzir ruído de ar-condicionado na cela de Bolsonaro no STF

A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que não é possível diminuir o barulho do ar-condicionado central na cela onde o ex-presidente Jair Bolsonaro está detido na Superintendência em Brasília. A resposta foi encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes após a defesa de Bolsonaro solicitar providências em relação ao que chamaram de “ruído contínuo e permanente”.

Os advogados do ex-mandatário pediram que a situação fosse resolvida com adequação do equipamento, isolamento acústico ou até mesmo a mudança de layout do espaço. No entanto, a corporação federal descartou a viabilidade de tais medidas.

A PF confirmou a existência de ruído na Sala de Estado-Maior, explicando que o local é adjacente a áreas técnicas com equipamentos de climatização. Contudo, a Polícia Federal ressaltou que não há como transferir Bolsonaro para outra acomodação devido a protocolos de segurança.

Barulho persistente é considerado perturbação pela defesa

Conforme o documento enviado ao STF, a Polícia Federal declarou que “não é possível eliminar ou reduzir significativamente esse ruído por meio de medidas simples ou pontuais”. A corporação apontou que qualquer intervenção efetiva demandaria ações complexas de infraestrutura e a paralisação do sistema de climatização por um período extenso, o que prejudicaria o funcionamento da Superintendência.

A defesa de Jair Bolsonaro, por sua vez, argumenta que o barulho “ultrapassa o mero desconforto e passa a caracterizar perturbação contínua à saúde e integridade do preso”. Desde 22 de novembro de 2025, o ex-presidente está detido na sede da PF em Brasília.

Os advogados sustentam que o ruído ininterrupto cria um “ambiente incompatível com o repouso mínimo necessário à manutenção das condições físicas e psicológicas” do ex-presidente, agravando sua situação na Sala de Estado-Maior.

Medidas de infraestrutura complexas inviabilizam solução rápida

O delegado Maurício Rocha Da Silva, em sua manifestação, detalhou que a resolução do problema sonoro exigiria uma “paralisação total do sistema de climatização por período prolongado”, o que acarretaria em “prejuízo à continuidade dos trabalhos ordinários desta Superintendência Regional”. Esta declaração reforça a dificuldade em atender às demandas da defesa de Bolsonaro.

A situação do ruído do ar-condicionado na cela de Bolsonaro tem sido um ponto de atenção nas solicitações da defesa, que busca garantir condições mínimas de bem-estar para o ex-presidente durante sua permanência na Superintendência da PF.

Protocolos de segurança impedem mudança de cela

A Polícia Federal reiterou que a impossibilidade de remover Bolsonaro para outra Sala de Estado-Maior se dá em função dos rígidos protocolos de segurança vigentes. Essa restrição, combinada com a complexidade técnica para mitigar o ruído, configura um impasse na resolução da questão levantada pela defesa do ex-presidente.

A argumentação da PF sugere que a solução para o problema do barulho do ar-condicionado na cela de Jair Bolsonaro envolveria obras significativas e um tempo considerável, o que, no momento, é considerado inviável pela corporação.

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