Presidente colombiano Gustavo Petro acusa Israel de “sequestro” de ativistas e classifica governo Netanyahu como “regime genocida”.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, fez fortes declarações nesta quinta-feira (30), acusando Israel de sequestrar ativistas, incluindo brasileiros e colombianos, que navegavam em direção a Gaza.
Petro utilizou sua conta na rede social X para classificar o atual governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu como um “regime genocida”. As acusações surgem após a detenção de ativistas que participavam da “Flotilha da Liberdade”.
Segundo o presidente colombiano, o sequestro ocorreu em águas internacionais, com a apreensão ilegal das embarcações. As declarações vêm em um contexto de tensões e após a Colômbia ter rompido relações diplomáticas com Israel em 2024, em protesto contra a guerra em Gaza. Conforme informação divulgada pelo presidente Petro,
Ativistas Detidos em Águas Internacionais Rumo a Gaza
Petro identificou três colombianos entre os detidos: Andrés Leonardo Castelblanco Jaime, que estava na embarcação Batolo; Daniela Lisette Castillo Mogollón, da embarcação Eros; e Estefanía Gutiérrez Castañeda, a bordo da embarcação Al Bassa. Ele enfatizou que o sequestro ocorreu em águas internacionais.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel confirmou a detenção de aproximadamente 175 ativistas que integravam a Flotilha Global Sumud. O governo israelense informou que os detidos foram transferidos para Israel.
A interceptação dos navios ocorreu em águas internacionais, próximas à costa grega, a cerca de 1.200 quilômetros da Faixa de Gaza. Israel argumentou que a flotilha tinha como objetivo sabotar o plano de paz dos Estados Unidos para a região.
Histórico de Tensões e Rompimento de Relações
Esta não é a primeira vez que o presidente Petro demonstra apoio a iniciativas que visam romper o bloqueio a Gaza. No ano passado, ele recebeu e condecorou duas colombianas que participaram de uma missão semelhante.
A Colômbia rompeu relações diplomáticas com Israel em 2024, um ato de protesto significativo contra as ações militares na Faixa de Gaza. A posição do presidente colombiano reflete uma crescente crítica internacional à condução do conflito.
Repercussão e Contexto do Conflito em Gaza
As declarações de Petro adicionam mais um capítulo à complexa relação entre a Colômbia e Israel, intensificando o debate sobre as ações militares israelenses e o direito humanitário internacional.
A detenção dos ativistas e a forte acusação de “regime genocida” por parte do presidente colombiano prometem gerar repercussões diplomáticas e aumentar a pressão sobre o governo de Benjamin Netanyahu. O contexto da guerra em Gaza, com suas altas baixas civis, tem sido foco de intensas discussões globais.