Lula e Trump: A espera de um encontro que gera apreensão na cúpula petista
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) finalmente terá um encontro com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A reunião, prevista para a quinta-feira (7), ainda não foi oficializada na agenda do Planalto, mas a viagem foi confirmada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que expressou expectativas positivas.
No entanto, a expectativa não é unânime. Nos bastidores do PT, o temor é palpável. A principal preocupação é com a possibilidade de Trump repetir o histórico de humilhações contra líderes estrangeiros, como já fez com outros presidentes em encontros anteriores. A pauta da conversa promete ser tensa, abordando temas como tarifas comerciais, críticas à política externa brasileira e a pressão americana para classificar facções criminosas brasileiras como terroristas.
Esta análise aprofundada sobre o iminente encontro e suas repercussões foi o ponto de partida do programa “Última Análise” desta terça-feira (05), contando com a participação do jurista Frederico Junkert e do professor da FGV Daniel Vargas. Conforme informação divulgada pelo programa, o encontro entre Lula e Trump é um dos temas centrais da política externa atual.
Diversidade e representatividade na escolha para o STF
Outro ponto em debate é a estratégia do governo para contornar a rejeição do nome de Jorge Messias, atual Advogado-Geral da União (AGU), para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). O Partido dos Trabalhadores (PT) estuda diferentes caminhos para viabilizar a indicação, sendo uma das alternativas consideradas a escolha de uma mulher negra, visando atender à demanda por maior representatividade no judiciário.
Conselho de Ética mira parlamentares da direita
O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados também está em foco. A análise para a suspensão dos mandatos de parlamentares como Marcos Pollon (PL-MS), Marcel van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC) é outro tema que será debatido. A medida se justifica pela ocupação da Mesa Diretora em agosto de 2025, durante um protesto contra a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, que resultou na paralisação dos trabalhos legislativos.
Conflito no TST: “Vermelhos” contra “Azuis”
Por fim, o programa abordará as consequências da declaração do presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, sobre a divisão interna no órgão, referida como conflito entre “vermelhos” e “azuis”. Após o episódio, o presidente e o ex-ministro Ives Gandra Martins Filho tiveram um embate, evidenciando as tensões dentro da corte trabalhista.