Flávio Bolsonaro assume papel de 'presidente de fato' se eleito, mas garante pai como 'norte e bússola'

Flávio Bolsonaro assume papel de ‘presidente de fato’ se eleito, mas garante pai como ‘norte e bússola’

Resumo

Flávio Bolsonaro define seu papel em eventual governo e critica Alexandre de Moraes

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), reafirmou nesta sexta-feira (8) que, caso eleito, ele será o presidente, e não seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração busca esclarecer a dinâmica de poder em uma futura gestão sob sua liderança.

Flávio Bolsonaro enfatizou que, se a escolha popular o consagrar, ele exercerá o cargo. No entanto, ele ressaltou a importância de seu pai em sua trajetória política. “Jair Bolsonaro vai ser sempre o meu norte e a minha bússola, a minha referência. É a pessoa com quem eu me consulto, que tem uma experiência inigualável”, afirmou o senador em entrevista à CNN Brasil.

Essas declarações foram divulgadas em um contexto de especulações sobre a participação de Jair Bolsonaro em um eventual governo do filho. Conforme informação divulgada pela CNN Brasil, Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato à Presidência, deixou claro que seu pai terá total liberdade para atuar em seu governo, caso eleito. A reportagem detalha as posições do senador sobre a liderança e a influência familiar em uma possível administração.

Flávio Bolsonaro: ‘O presidente serei eu, mas meu pai terá liberdade’

O senador Flávio Bolsonaro foi categórico ao afirmar que, se eleito presidente, o cargo será ocupado por ele. Contudo, ele abriu espaço para a participação ativa de seu pai, Jair Bolsonaro, em sua administração. “Se ele quiser exercer algum cargo no meu governo, é óbvio que ele vai exercer, sim”, declarou o pré-candidato.

Flávio Bolsonaro também mencionou a possibilidade de aprovar uma anistia “ampla, geral e irrestrita” para o pai, caso seja eleito. O objetivo seria permitir que Jair Bolsonaro pudesse acompanhá-lo na cerimônia de posse, subindo a rampa do Palácio do Planalto ao seu lado. Essa medida visa, segundo o senador, garantir a presença e o apoio do ex-presidente em um momento simbólico de sua futura gestão.

Acusações contra Alexandre de Moraes

Em outro ponto da entrevista, Flávio Bolsonaro direcionou críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O senador acusou o ministro de “articular” para tornar seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), inelegível. A ação em questão, relatada por Moraes, investiga Eduardo por articular sanções dos Estados Unidos contra autoridades brasileiras, incluindo o próprio ministro.

“É óbvio que ele não poderia participar desse julgamento. E aí, por exemplo, que o Alexandre de Moraes pretende se articular para deixar o Eduardo Bolsonaro inelegível”, disse Flávio Bolsonaro. Ele reiterou uma crítica feita anteriormente, em 15 de abril, quando afirmou que Moraes tenta “desequilibrar” a disputa eleitoral a partir do STF. Naquela ocasião, o ministro havia aberto um inquérito para investigar se Flávio cometeu crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Está muito claro qual é a estratégia. Já que agora Alexandre de Moraes não está mais no TSE, ele vai querer desequilibrar as eleições lá do Supremo. Essa prática não dá para aceitar em outras eleições, agora em 2026”, declarou Flávio Bolsonaro durante a sessão do Senado, demonstrando sua insatisfação com as ações do ministro.

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