Confronto em Protesto Estudantil: Vereadores e Manifestantes da USP, Unesp e Unicamp Trocam Agressões em São Paulo
Um protesto de estudantes das universidades estaduais de São Paulo, realizado na tarde desta segunda-feira (11), culminou em um **confronto com vereadores** e posterior intervenção da Polícia Militar. A manifestação, que reunia alunos da USP, Unesp e Unicamp, ocorreu em frente a um prédio onde estava prevista uma reunião de reitores, posteriormente cancelada.
A tensão aumentou por volta das 14h30, com a chegada dos vereadores Adrilles Jorge e Rubinho Nunes, ambos do União Brasil. Segundo relatos, **trocas de provocações** entre os parlamentares e os manifestantes escalaram para empurra-empurra e agressões físicas, levando à intervenção policial com o uso de bombas de gás lacrimogêneo para conter a confusão.
As informações sobre o incidente foram divulgadas por diversos veículos de comunicação, detalhando a dinâmica do confronto. Imagens que circulam nas redes sociais mostram momentos de agressão mútua entre os vereadores e os estudantes. Conforme apurado, a manifestação estudantil buscava pautar a greve em andamento em algumas das instituições de ensino superior paulistas.
Vereadores Acusam Estudantes de Violência, Manifestantes Denunciam Provocações
Em vídeo divulgado, o vereador Adrilles Jorge é visto questionando a motivação da greve, afirmando que “o povo paga para você estudar”. Um dos manifestantes teria chutado o vereador, que reagiu verbalmente de forma agressiva. Os estudantes, por sua vez, gritavam slogans contra os parlamentares. O vereador Rubinho Nunes também relatou ter sido empurrado e trocado socos e chutes com manifestantes. Ele declarou ao jornal Folha de S. Paulo que iria ao hospital para verificar uma possível fratura no nariz, negando ter iniciado as provocações e afirmando que objetos como canos e um cone foram arremessados contra ele e sua equipe.
Motivações da Greve e Desocupação da Reitoria da USP
A greve na USP, iniciada em 15 de abril, reivindica melhores condições de permanência universitária. Após três reuniões, o reitor da instituição encerrou as negociações unilateralmente no dia 4. Em resposta, estudantes invadiram o prédio da reitoria na quinta-feira (7) para pressionar pela reabertura das discussões. Na madrugada de domingo (10), a Polícia Militar desocupou o edifício, com estudantes relatando o uso de bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e cassetetes.
Balanço da Operação Policial na Reitoria da USP
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que a ação policial foi motivada por danos ao patrimônio público, como portões derrubados, vidros quebrados e catracas avariadas, além da destruição de objetos internos. A PM também apreendeu drogas, facas, canivetes, bastões e porretes no local. A nota da SSP ressalta que a intervenção visou restabelecer a ordem e garantir a segurança.
Adesão de Estudantes de Medicina da USP à Greve
Em um desdobramento da paralisação, os estudantes do internato da Faculdade de Medicina da USP anunciaram a suspensão das atividades de atendimento no Hospital das Clínicas (HC) e no Hospital Universitário. Essa medida visa demonstrar apoio à greve geral em curso na instituição, ampliando a pressão por negociações e a atenção às reivindicações estudantis.