Datafolha revela cenários para 2026: Lula e Flávio Bolsonaro em empate técnico em simulação de segundo turno
Uma nova pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada neste sábado (16) e publicada primeiramente pela Folha de S. Paulo, lança luz sobre as possíveis configurações para as eleições presidenciais de 2026. O levantamento, realizado entre os dias 12 e 13 de maio, entrevistou 2.004 pessoas e apresenta um cenário de disputa acirrada entre o atual presidente Lula (PT) e o deputado Flávio Bolsonaro (PL).
A maioria das entrevistas ocorreu antes do vazamento de áudios entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, um fato que pode ou não ter influenciado as respostas. No entanto, os resultados indicam um empate técnico entre os dois pré-candidatos em um cenário de segundo turno, com 45% das intenções de voto para cada um. Uma parcela de 9% dos eleitores declarou que votaria em branco ou nulo, enquanto 1% afirmou não saber.
A pesquisa também simulou outros confrontos diretos para o segundo turno, testando a força eleitoral de Lula contra outras figuras políticas. Estes dados oferecem um panorama inicial das preferências do eleitorado, mas é importante lembrar que a conjuntura política é dinâmica e pode sofrer alterações significativas até 2026.
Lula e Flávio Bolsonaro em igualdade em simulação de segundo turno
O cenário mais destacado pela pesquisa do Datafolha é o confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro. Ambos figuram com 45% das intenções de voto, demonstrando uma divisão significativa no eleitorado. Para 9% dos entrevistados, a opção seria votar em branco ou nulo, e 1% ainda não decidiu.
Em outras simulações de segundo turno, Lula se sairia melhor. Contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), o presidente obteria 46% dos votos, contra 40% de Zema. Já em um embate com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, Lula venceria com 46% dos votos, ante 39% de Caiado. Nesses cenários simulados, 13% dos eleitores optariam por branco ou nulo, e 2% não sabem.
Outros nomes testados e potencial de rejeição
A pesquisa do Datafolha também explorou cenários espontâneos, onde os nomes dos candidatos não são apresentados previamente. Embora os resultados detalhados deste cenário não tenham sido totalmente divulgados nas fontes, sabe-se que Lula e Flávio Bolsonaro concentram a maior parte das menções. Outros nomes citados, com menor percentual, incluem Renan Santos e Romeu Zema, ambos com 1%. Um total de 6% declarou voto em branco ou nulo neste formato.
Em um cenário estimulado, onde os nomes são apresentados, além de Lula e Flávio Bolsonaro, outros pré-candidatos apareceram com percentuais menores. Romeu Zema (Novo) obteve 3%, Samara Martins (UP) e Augusto Cury (Avante) registraram 2% cada, enquanto Rui Costa Pimenta (PCO) e Cabo Daciolo (Mobiliza) tiveram 1%. A opção de nenhum, branco ou nulo somou 9%.
O instituto também mediu o potencial de rejeição dos candidatos para o primeiro turno. Ciro Gomes (PSDB) lidera com 20% de rejeição, seguido por Romeu Zema (Novo) com 15%. Rui Costa Pimenta (PCO) aparece com 12%, Augusto Cury (Avante) com 10% e Hertz Dias (PSTU) com 9%. Uma parcela de 2% rejeita todos os candidatos.
Metodologia da pesquisa e importância da divulgação
A pesquisa Datafolha ouviu 2.004 eleitores entre os dias 12 e 14 de maio de 2026, com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Folha de S. Paulo e registrado no TSE sob o número BR-00290/2026.
A publicação de pesquisas eleitorais, como a realizada pelo Datafolha, é uma prática comum para fornecer um retrato do momento político. Institutos de opinião pública buscam capturar o humor do eleitorado por meio de amostras representativas. No entanto, é crucial analisar a metodologia empregada, pois fatores como a composição da amostra e a formulação das perguntas podem influenciar os resultados.
É fundamental destacar que pesquisas eleitorais são leituras de momento e não previsões definitivas do resultado final. Elas servem como uma ferramenta de informação, podendo influenciar decisões de partidos, lideranças políticas e até mesmo o mercado financeiro, servindo como um termômetro das tendências de opinião pública.