Tarcísio de Freitas alerta: Fim da escala 6x1 pode diminuir poder de compra dos trabalhadores, diz pesquisa

Tarcísio de Freitas alerta: Fim da escala 6×1 pode diminuir poder de compra dos trabalhadores, diz pesquisa

Resumo

Tarcísio de Freitas: Redução da jornada de trabalho sem aumento de renda pode prejudicar trabalhadores

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), levantou preocupações sobre o impacto financeiro do fim da escala 6×1 e da potencial redução da jornada de trabalho para os trabalhadores. Segundo ele, é fundamental que qualquer mudança na legislação trabalhista priorize a **manutenção do poder de compra** dos empregados.

A declaração surge em um momento de debate sobre a reforma das jornadas de trabalho, com uma pesquisa recente indicando que a maioria da população apoia o fim da escala 6×1 e a redução da jornada, desde que haja **garantia de manutenção da remuneração**.

Tarcísio de Freitas enfatizou que não se pode pensar em beneficiar o trabalhador sem considerar o empregador. Ele argumenta que, embora o desejo de ter mais tempo em casa seja compreensível, é preciso **evitar ilusões** que possam comprometer a estabilidade financeira.

Pesquisa aponta apoio popular à redução da jornada com manutenção da renda

Uma pesquisa Genial/Quaest, divulgada recentemente, revelou que 68% dos brasileiros são favoráveis ao fim da escala 6×1 se a remuneração for mantida. Além disso, 70% afirmaram que a redução da jornada de trabalho não seria desejável caso comprometesse a renda.

O governador Tarcísio de Freitas destacou essa preocupação em seu discurso, afirmando que “Não adianta achar que, de repente, aquele trabalhador vai ter uma jornada reduzida, mas vai perder seu poder de compra”. Ele participou do evento Apas Show 2026, onde se dirigiu a representantes do setor de supermercados.

Risco de “bicos” e a importância de cuidar do empregador

Tarcísio de Freitas alertou que, se a renda for comprometida com a redução da jornada, o trabalhador pode ser forçado a buscar atividades extras, os chamados “bicos”, para complementar o salário. Isso, na visão dele, **anularia o benefício** de ter mais tempo livre com a família.

Ele ressaltou a necessidade de uma abordagem equilibrada, onde a desoneração para o empregador também seja discutida. “Não adianta achar que vai cuidar do trabalhador sem cuidar do empregador”, declarou, defendendo que **medidas de apoio ao empregador** são cruciais para viabilizar a redução da jornada sem perdas financeiras para os funcionários.

Projeto de lei sobre a escala 6×1 tramita em regime de urgência

Um projeto de lei que propõe o fim da escala 6×1, com a consequente redução da jornada semanal para 40 horas e a garantia de dois dias de descanso remunerado e manutenção dos salários, está em tramitação no Congresso Nacional. A proposta tem **forte apelo popular** e sua votação na Câmara dos Deputados está prevista para o final de maio.

Apesar do otimismo em torno da aprovação, setores empresariais e parte da oposição no Congresso defendem a inclusão de compensações, como a desoneração da folha de pagamento. Essas discussões podem **impactar o cronograma de votação**, alterar o texto original ou limitar o alcance da medida caso seja aprovada.

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