EUA não descartam operação militar para capturar ditador de Cuba, Miguel Díaz-Canel, e alertam sobre armas

EUA não descartam operação militar para capturar ditador de Cuba, Miguel Díaz-Canel, e alertam sobre armas

Resumo

Secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, levanta a possibilidade de ação militar contra o líder cubano Miguel Díaz-Canel.

O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, declarou nesta quarta-feira (10) que o Pentágono não descarta a possibilidade de uma operação militar para capturar o ditador de Cuba, Miguel Díaz-Canel. Em resposta a questionamentos da imprensa sobre um plano semelhante ao realizado contra Nicolás Maduro na Venezuela, Hegseth afirmou que “todas as opções estão sobre a mesa”, segundo informações da agência EFE.

Essa declaração intensifica a pressão de Washington sobre Havana, em um momento de crescentes tensões entre os dois países. A postura dos EUA se torna ainda mais firme diante da possibilidade de Cuba adquirir armamentos de aliados considerados ameaças à segurança americana.

O Departamento de Guerra está “preparado e posicionado para qualquer possível contingência” envolvendo o regime cubano, segundo Hegseth. Ele também alertou que seria “imprudente” por parte de Havana tentar obter armamentos capazes de atingir a base americana em Guantánamo ou qualquer parte do território dos Estados Unidos.

Cuba Resiste e Enfrenta Pressões Internas

Washington tem intensificado suas ações contra o regime comunista nos últimos meses, com o aumento de sanções, pressão diplomática e manutenção de bloqueios. Essas medidas ocorrem após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.

A embaixadora de Cuba no Reino Unido, Ismara Mercedes Vargas Walter, já havia se manifestado ao jornal britânico The Telegraph, afirmando que o país resistiria a uma eventual ação militar americana “até as últimas consequências”. O próprio Díaz-Canel também declarou que Cuba estaria pronta para um “banho de sangue” em caso de ataque dos EUA.

Crise Econômica e Protestos Agravam Situação em Cuba

Além da pressão internacional, Cuba enfrenta sérios protestos internos. Os manifestantes expressam descontentamento com os frequentes apagões, a escassez de água e o agravamento geral da situação econômica no país.

A combinação de pressões externas e insatisfação interna cria um cenário complexo para o governo cubano, com o futuro da relação com os Estados Unidos em pauta e a possibilidade de aprofundamento do conflito.

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