Esquerda Colombiana Busca Judicializar Eleição Presidencial Após Ficar Atrás nas Pesquisas Contra Candidato da Direita

Esquerda Colombiana Busca Judicializar Eleição Presidencial Após Ficar Atrás nas Pesquisas Contra Candidato da Direita

Resumo

Esquerda Colombiana Tenta Virar o Jogo Eleitoral na Justiça Diante de Desvantagem nas Pesquisas

Com a eleição presidencial colombiana se aproximando do segundo turno, a campanha de esquerda, representada por Iván Cepeda, busca reverter sua posição atrás nas pesquisas por meio de ações judiciais. A estratégia visa pressionar o candidato da direita, Abelardo de la Espriella, antes da votação decisiva marcada para 21 de junho.

Cepeda anunciou que apresentará denúncias formais contra seu adversário. As acusações incluem supostos vínculos com grupos paramilitares, além de crimes como associação criminosa agravada, financiamento do terrorismo e enriquecimento ilícito. As informações foram divulgadas pela agência EFE.

Essa movimentação ocorre em um momento em que as pesquisas de intenção de voto indicam uma vantagem para De la Espriella. Um levantamento recente da AtlasIntel, em parceria com a revista Semana, mostrou o candidato de direita com 52,2% das preferências, enquanto Cepeda aparece com 44,5%. Conforme apurado pela AtlasIntel junto com a revista colombiana Semana, o candidato de direita aparece à frente na disputa deste segundo turno.

Ofensiva Judicial e Reação da Direita

A denúncia de Iván Cepeda contra Abelardo de la Espriella foi formalizada nesta quinta-feira (11). O candidato da esquerda protocolará os procedimentos na Procuradoria-Geral da Colômbia e no Tribunal Penal Internacional (TPI). As acusações apresentadas por Cepeda mencionam crimes graves, como associação criminosa agravada, financiamento do terrorismo e enriquecimento ilícito, alegando supostos vínculos de De la Espriella com grupos paramilitares.

Em resposta às acusações, Abelardo de la Espriella negou veementemente as alegações em um vídeo divulgado nas redes sociais. O candidato de direita afirmou que os fatos mencionados por Cepeda já foram devidamente investigados no passado. De la Espriella qualificou a denúncia como uma tentativa de ataque político e acusou seu oponente de ter, ao longo dos anos, defendido grupos guerrilheiros, citando as Farc e o ELN.

Decisões Judiciais Controversas Marcam a Campanha

A campanha de Abelardo de la Espriella tem sido alvo de diversas decisões judiciais que geraram controvérsia durante o segundo turno da eleição presidencial. Uma dessas decisões, proferida por um tribunal colombiano, chegou a proibir o uso da camisa da seleção nacional em eventos de campanha do candidato de direita. Contudo, essa medida foi posteriormente derrubada por outro tribunal, que a considerou desproporcional.

Além disso, o candidato de direita também enfrentou restrições quanto ao uso de símbolos nacionais e slogans que incluíam a palavra “pátria”. O Tribunal Superior de Bogotá determinou a retirada de propagandas que exibiam a bandeira colombiana e proibiu expressões como “Firmes por la Patria” e “Defensores de la Patria”, frequentemente utilizadas por sua campanha.

Disputa Eleitoral Marcada por Polarização

O primeiro turno da eleição presidencial na Colômbia já havia demonstrado a forte polarização no país. Abelardo de la Espriella obteve 43,7% dos votos, superando Iván Cepeda, que alcançou 40,9%. Cepeda é um aliado do atual presidente, Gustavo Petro, o que adiciona outra camada de complexidade à disputa.

A estratégia de judicialização por parte da campanha de Cepeda reflete a tentativa de influenciar o resultado eleitoral diante de um cenário desfavorável nas urnas. A disputa promete continuar acirrada, com os desdobramentos legais adicionando tensão ao processo democrático colombiano.

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