Petróleo despenca com acordo de paz entre EUA e Irã, atingindo mínima de três meses
O preço do barril de petróleo Brent registrou uma queda acentuada na noite deste domingo (14), alcançando o menor patamar desde o dia 5 de março. A cotação para agosto recuou 3,8% em relação ao fechamento de sexta-feira (12), situando-se em US$ 83.
Essa desvalorização expressiva acompanha o anúncio de um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã, divulgado pelo presidente norte-americano Donald Trump e confirmado pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif. O entendimento visa a reabertura do Estreito de Ormuz, corredor vital por onde transita aproximadamente 20% do petróleo mundial.
Desde o início do conflito entre as nações, em 28 de fevereiro, os preços futuros do Brent haviam experimentado uma forte alta, chegando a atingir o pico de US$ 118,30 em 30 de março. Antes do agravamento das tensões, o barril era negociado em torno de US$ 70, evidenciando a volatilidade do mercado influenciada por fatores geopolíticos.
Trump anuncia suspensão de bloqueio naval e fim de pedágio no Estreito de Ormuz
Em uma publicação na rede social Truth Social, Donald Trump declarou que autorizou a abertura do Estreito de Ormuz sem a cobrança de pedágio. “Autorizo a suspensão imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos”, escreveu o ex-presidente, sinalizando um avanço significativo nas negociações e um alívio para as rotas de comércio internacional.
Assinatura oficial do acordo marcada para sexta-feira na Suíça
A assinatura oficial do acordo entre os Estados Unidos e o Irã está agendada para a próxima sexta-feira, dia 19, em um evento a ser realizado na Suíça. A expectativa é que este marco consolide a paz e traga maior estabilidade ao mercado de petróleo, afetado diretamente por tensões na região.
Impacto no mercado e projeções futuras para o preço do petróleo
A reabertura do Estreito de Ormuz é vista como um fator crucial para a normalização do fluxo de petróleo e, consequentemente, para a redução dos preços. Analistas de mercado acompanham de perto os desdobramentos do acordo, que pode influenciar significativamente a oferta global e as cotações futuras do barril de petróleo Brent.