Aliados de Bolsonaro celebram avanço de André Ventura em Portugal e veem “esperança” contra o socialismo
A política portuguesa entrou em um novo capítulo no domingo (18), com a classificação de André Ventura, candidato do partido Chega, para o segundo turno da eleição presidencial. Este resultado interrompe uma sequência de 40 anos em que a disputa presidencial era decidida em votação única. A notícia foi recebida com euforia nas redes sociais brasileiras, especialmente entre os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O desempenho de Ventura, que obteve cerca de 23,5% dos votos no primeiro turno, ficando atrás do socialista Antónia José Seguro, foi visto como um sinal de avanço conservador. O partido Chega, conhecido por suas pautas nacionalistas e conservadoras, especialmente em relação à imigração, encontrou eco entre políticos brasileiros que compartilham ideais semelhantes.
A conexão entre os apoiadores de Bolsonaro e André Ventura se intensificou após declarações do próprio Ventura enquanto deputado em Portugal. Em 2023, ele expressou solidariedade aos brasileiros que não aceitavam a eleição de um presidente que havia sido preso, classificando o atual presidente brasileiro, Lula, como “bandido” em um pronunciamento que viralizou.
André Ventura, um Crítico de Lula e do Socialismo
As críticas de André Ventura a Lula não se limitaram a questões de corrupção. O líder do Chega também apontou para o alinhamento geopolítico do presidente brasileiro. Ventura questionou a proximidade de Lula com a Rússia, sua postura em relação ao conflito na Ucrânia e sua relação com a China, além de hesitar em condenar ditaduras sul-americanas.
“Lula da Silva deve ser condenado por sua proximidade com a Rússia e pela incapacidade de ver o sofrimento do povo ucraniano, contrário à diplomacia que Portugal tem feito e bem, no âmbito europeu, pela sua proximidade à China, pela sua hesitação em condenar as ditaduras sul-americanas que tanta dor, pobreza e sofrimento têm causado, mas sobretudo e acima de tudo, pelo nível de corrupção que representa”, declarou Ventura em uma ocasião anterior a uma visita de Lula a Portugal.
Repercussão no Brasil: Apoio e Comemoração
Nas redes sociais brasileiras, a notícia do avanço de André Ventura foi amplamente comemorada por políticos de direita. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) parabenizou o candidato português, declarando que “os portugueses merecem um futuro sem as mazelas do socialismo”.
Eduardo Bolsonaro também celebrou o resultado, compartilhando uma foto ao lado de Ventura e agradecendo aos cidadãos portugueses e aos que apoiam o @PartidoCHEGA. A deputada Caroline De Toni (PL-SC) destacou o crescimento do Chega como “a principal força de oposição ao sistema socialista que domina Portugal há décadas”, vendo no pleito uma “oportunidade histórica de mudança”.
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) resumiu o sentimento com a frase “A direita avança no mundo todo”, enquanto o vice-líder da oposição, Carlos Jordy, parabenizou Ventura, afirmando que a eleição é “fundamental para a retomada da Europa e para consolidação mundial da direita”. A deputada Bia Kicis (PL-DF) também comemorou o segundo turno, incentivando o apoio a Ventura para “acabar com a hegemonia da esquerda”.
Um Segundo Turno Histórico em Portugal
O fato de Portugal ter um segundo turno presidencial após 40 anos foi amplamente destacado pelos aliados de Bolsonaro. Essa circunstância é vista como uma quebra da hegemonia da esquerda no país, abrindo caminho para uma possível vitória conservadora. A expectativa é que a disputa em 8 de fevereiro defina um novo rumo para a política portuguesa.
A torcida dos políticos brasileiros pelo sucesso de André Ventura reflete um sentimento de alinhamento ideológico e a esperança de que a direita ganhe força globalmente. A eleição em Portugal é observada como um termômetro e um possível catalisador para movimentos conservadores em outros países, incluindo o Brasil.