Bolsa de Lima em Queda Livre: Candidato Esquerdista Roberto Sánchez Ameaça Segundo Turno no Peru e Assusta Investidores

Bolsa de Lima em Queda Livre: Candidato Esquerdista Roberto Sánchez Ameaça Segundo Turno no Peru e Assusta Investidores

Resumo

A Bolsa de Valores de Lima (BVL) registrou uma acentuada queda de 4,16% nesta quarta-feira (15), em meio à crescente possibilidade de o candidato de esquerda Roberto Sánchez alcançar o segundo turno das eleições presidenciais peruanas. A instabilidade política e a volatilidade cambial marcam um cenário de apreensão para os mercados.

A notícia da possível ascensão de um candidato de esquerda ao segundo turno das eleições presidenciais no Peru gerou forte reações nos mercados financeiros. A Bolsa de Valores de Lima (BVL) experimentou um declínio significativo, refletindo o nervosismo dos investidores diante de um cenário político incerto. A valorização do dólar frente ao sol peruano também intensificou as preocupações.

Conforme informações divulgadas pela agência EFE, a maioria das ações listadas no Índice Geral da BVL apresentou perdas expressivas. Setores como o de mineração e o financeiro foram particularmente afetados, com empresas como a mineradora Atacocha registrando uma queda de 11,76% e a Intercorp Financial Services de 10,44%. Essa performance negativa sublinha o impacto direto da política nas decisões de investimento.

O dólar, que havia mostrado uma leve queda na segunda-feira (13), retomou sua tendência de alta. A moeda americana foi negociada a 3,45 sóis nas casas de câmbio, um aumento em relação aos 3,39 sóis do dia anterior, de acordo com dados do Banco Central de Reserva do Peru (BCRP). Apesar de uma desvalorização de 9,28% do dólar nos últimos 12 meses, o banco central interveio com 200 milhões de sóis (aproximadamente US$ 58 milhões) para tentar conter a volatilidade cambial.

Disputa Eleitoral Acirrada e Mudanças nas Projeções

Até a noite de terça-feira (14), Rafael López Aliaga, ex-prefeito de Lima, aparecia como o provável adversário de Keiko Fujimori no segundo turno. No entanto, a manhã de quarta-feira trouxe uma reviravolta: Roberto Sánchez, ex-ministro do governo de Pedro Castillo, ultrapassou Aliaga nas apurações. Com quase 92,9% dos votos computados, Fujimori lidera com 17,1%, seguida por Sánchez com 12% e Aliaga com 11,9%. A margem entre o segundo e o terceiro colocado é de apenas 23 mil votos.

Acusações de Fraude e Crise Logística Eleitoral

O cenário eleitoral no Peru tem sido marcado por acusações de fraude e falhas logísticas. Rafael López Aliaga tem alegado irregularidades no primeiro turno, que precisou ser estendido para o dia seguinte devido a problemas na entrega de material eleitoral. Essas falhas impediram mais de 63 mil eleitores de exercerem seu direito ao voto no domingo.

Em resposta aos problemas, José Samamé Blas, gerente de gestão eleitoral do Escritório Nacional de Processos Eleitorais do Peru (Onpe), foi detido após assumir a responsabilidade pelos atrasos e apresentar sua renúncia. O procurador da Junta Nacional Eleitoral (JNE), Ronald Angulo, também apresentou queixa-crime contra o diretor do Onpe, Piero Corvetto, pelas falhas ocorridas. Juan Alvarado Pfuyo, representante da empresa terceirizada Galaga S.A.C., e outros três funcionários do Onpe também foram denunciados.

Reações e Pedidos de Anulação das Eleições

Em protesto, López Aliaga solicitou a prisão imediata de Corvetto e a **anulação das eleições**, comparando a situação com a Venezuela sob a ditadura de Nicolás Maduro. O candidato acusou uma suposta

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