Bolsonaro em Casa: Um Mês de Prisão Domiciliar e Nova Cirurgia Aguarda Aval de Moraes

Bolsonaro em Casa: Um Mês de Prisão Domiciliar e Nova Cirurgia Aguarda Aval de Moraes

Resumo

Bolsonaro completa um mês em prisão domiciliar e aguarda liberação para cirurgia no ombro

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) atingiu a marca de um mês em sua prisão domiciliar humanitária temporária. A medida, concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, ocorreu após o ex-chefe do Executivo ter enfrentado um quadro de broncopneumonia.

Agora, o foco se volta para a saúde de Bolsonaro, que aguarda a autorização de Moraes para realizar uma cirurgia no ombro direito. O procedimento é necessário para tratar uma lesão no manguito rotador, que tem causado dores e limitações ao ex-presidente.

A solicitação para a cirurgia foi feita pelos advogados na última terça-feira (21), com expectativas iniciais de que a internação ocorresse ainda na sexta-feira (24) e a cirurgia no sábado (25). Conforme informação divulgada pelo g1, contudo, o andamento do pedido dependeu da manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que só ocorreu após a emissão de um parecer favorável no dia seguinte, já dentro do prazo estipulado.

Lesão no Ombro e Pedido de Cirurgia

Aos 71 anos, Jair Bolsonaro lida com uma lesão no manguito rotador, um conjunto de quatro músculos essenciais para a estabilidade do ombro. Problemas nessa região frequentemente resultam em dores intensas, especialmente durante a noite, e perda de força. As queixas foram detalhadas pelo cardiologista Brasil Caiado, líder da equipe médica do ex-presidente, em coletiva de imprensa após sua alta hospitalar.

Os advogados de Bolsonaro apresentaram o pedido de autorização para o procedimento cirúrgico na última terça-feira (21). A intenção era que a internação ocorresse rapidamente, mas o processo de análise e manifestação da PGR estendeu os prazos, gerando incerteza sobre as datas exatas do procedimento.

Divergências sobre Cuidador e Avaliação Futura

Durante o período de prisão domiciliar, surgiu uma divergência envolvendo Carlos Eduardo Antunes Torres, irmão de criação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. O pedido para que ele fosse incluído como cuidador de Bolsonaro foi negado por Alexandre de Moraes.

O ministro questionou a qualificação de Torres como profissional de saúde, como enfermeiro ou técnico de enfermagem. Embora a defesa tenha argumentado que a escolha se baseava na confiança familiar, Moraes restringiu o acesso ao ex-presidente exclusivamente a profissionais de saúde devidamente qualificados.

Após o período de 90 dias da prisão domiciliar autorizada, Alexandre de Moraes realizará uma nova avaliação. Nessa análise, o ministro decidirá se o benefício será renovado ou não. Paralelamente, a oposição política trabalha para reverter o veto do presidente Lula (PT) ao projeto de lei da dosimetria, uma medida que poderia impactar a pena de Bolsonaro.

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